O que fazer quando o autista tem o hábito de agredir a si mesmo durante uma crise


Crianças, adolescentes e também adultos com autismo podem desenvolver o hábito de agredirem a si mesmos durante crises de ansiedade ou agressividade. Nem sempre é possível descobrir o que desencadeia este comportamento, e quando ele acontece algumas práticas podem ser tentadas. A primeira delas é abraçar o autista, se ele deixar, ou então envolvê-lo com um cobertor.

Não se deve dizer frases como “Não faça isso com você”, “Você vai se machucar” ou “Não bata em si mesmo”, pois expressar verbalmente o que ele está fazendo acaba chamando a atenção para a conduta, correndo-se o risco de reforçá-la.  Segura as mãos também deve ser evitado.

Algumas vezes, mudar de ambiente resolve ou ameniza o problema, ao menos momentaneamente. Com o autista mais calmo, é possível tentar novamente abraçá-lo, ou então oferecer algum objeto que ele goste para ajudar a fazer com que a crise passe de vez.

Se a criança tem o hábito de morder-se, uma opção é oferecer algum objeto que ele possa morder sem machucar-se. Dessa forma, ao descarregar a tensão, a crise pode chegar ao fim sem que sua integridade física seja colocada em risco.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com

9 thoughts on “O que fazer quando o autista tem o hábito de agredir a si mesmo durante uma crise”

  1. Gostaria de saber onde comprar pces següenciais São Paulo capital gostaria de loja sem ser virtual. Pra ver o material antes de comprar. Grata pela atenção!

  2. Olá, eu acho que se colocar algum objeto para que ele morda em momentos de crise pode emparelhar um estímulo de que quando nervoso ele pode morder o objeto assim reforçando que toda vez que ele estiver nervoso ele pode descontar morrendo mesmo que um objeto,mas vai ser sempre morrendo. O que acha ?

    1. Felipe, tudo bem? Não sou especialista de forma alguma, mas na minha opinião esse tipo de estratégia pode servir para se tentar a transição ao controle das crises… É claro que o controle seria o ideal e nem sempre se consegue isso, mas se amenizar o sofrimento da família e da própria pessoa talvez já valha a pena. Obrigada pela visita ao blog e volte sempre.
      Abraços,
      Silvana

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s