Na alteração específica de linguagem, descrita como uma patologia primária de linguagem, o diagnóstico é baseado em critérios de exclusão (perda auditiva, déficit intelectual, impedimentos motores da fala, distúrbios emocionais significativos e sintomatologia neurológica) e de inclusão (baixo desempenho em testes formais e padronizados que avaliam a linguagem e em testes de QI).

As pesquisadoras Debora Maria Befi-Lopes, Ana Manhani Cáceres e Lucila Esteves avaliaram 46 crianças diagnosticadas com alteração, em tratamento fonoaudiológico semanal. “A partir dos dados obtidos, foi realizada a comparação entre a média da idade cronológica e a média da idade linguística equivalente”, descrevem. Os resultados estão no artigo “Perfil linguístico de crianças com alteração específica de linguagem”, e mostram que o comprometimento misto foi o mais frequente nas crianças com AEL. “Porém, a classificação da severidade indicou que a categoria leve foi a mais frequente, tanto na recepção quanto na expressão”.

A idade linguística das crianças avaliadas, por sua vez, esteve abaixo da idade cronológica na maioria dos sujeitos, em ambos os subtestes. “A linguagem expressiva foi a mais prejudicada, visto que os sujeitos apresentaram menor média de idade linguística equivalente, além de ter havido maior concentração de sujeitos classificados com alteração abaixo da média e com gravidade mais acentuada”. 
Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-80342012000300007&lng=pt&nrm=iso