Como lidar com crianças com Síndrome de Asperger


Ilha de habilidade é o conceito usado para identificar uma aptidão natural que pais reconhecem em seus filhos. De modo geral, os pais costumar incentivar essa aptidão, o que fortalece a auto-estima da criança à medida em que ela vê seus talentos reconhecidos. No caso de crianças com Síndrome de Asperger, entretanto, esse comportamento natural e instintivo pode intensificar o interesse restrito em determinado assunto. Como conseqüência, a criança pode tornar-se menos flexível a novos interesses.

O alerta é dado pela neurologista infantil Iara Brandão Pereira, que recomenda ainda a interação dos pais com a escola, outros membros da família e profissionais que acompanham a criança, para que todos participem do processo de ajudá-la a desenvolver sua reciprocidade social, ou seja, habilidade de observar as emoções e reações de outras pessoas, interagindo de acordo com elas.

Estimular a criança a olhar para os olhos da pessoa com quem ela está falando durante a conversa é uma forma de desenvolver o hábito, mostrando que o olhar também possui a intenção de comunicar algo. O treino, segundo a especialista, também deve ser usado para que a criança com Asperger reconheça e compartilhe emoções e expressões faciais.

Não criticar o interesse restrito da criança também é recomendado. É mais eficiente apresentar outras opções, utilizando o interesse restrito como porta de entrada, inclusive para a interação com a criança.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Baseado em “Entendendo a Síndrome de Asperger”.

Para conhecer o artigo completo, acesse o link: http://www.einstein.br/einstein-saude/pagina-einstein/Paginas/entendendo-a-sindrome-de-asperger.aspx

5 thoughts on “Como lidar com crianças com Síndrome de Asperger”

  1. Sou professora e tenho um aluno com diagnóstico de Autismo , porém o grupo de profissionais que o atende não chegaram há um diagnóstico definitivo. De acordo com as informações da mãe eles acham que ele tem Síndrome de Aspeger e não Autismo, no entanto fazendo a leitura sobre a SA as características se encaixam e ele esta entrando na adolescência, esta ficando mais resistente e não aceita orientações e muito menos regras e é muito faltoso. Agradeceria algumas orientações.

    1. Olá Maria Aparecida!
      Em primeiro lugar, parabéns pelo seu interesse em ajudar este aluno – a família deve imaginar a sorte que tem por encontrar uma educadora tão comprometida. Um diagnóstico definitivo sem dúvida é importante, mas é algo complexo e pode levar tempo. Enquanto a família trata disso, uma saída é usar algumas técnicas para facilitar o convívio do aluno e contribuir para o desenvolvimento dele. Leia no blog os textos da categoria “Autismo & Asperger”, que tratam sobre as características de cada um e podem ajudar a compreender e lidar melhor com algumas atitudes de seu aluno. Você também encontrará textos com dicas para lecionar para autistas, desenvolver conversação, controlar ansiedade e agressividade, entre outras.
      Além disso, o blog agora é atualizado diariamente, sempre com assuntos relacionados à inclusão, educação, reabilitação, qualidade de vida e bem-estar.
      Abraços e obrigada pela visita. Volte sempre!
      Silvana Schultze

  2. Sou educadora especial e atendo na Sala de AEE da minha escola duas meninas adolescentes cegas, com diagnóstico de Autismo Infantil. Em uma delas a ecolalia é mais presente, a todo questionamento feito a ela, a resposta são as duas últimas palavras ditas por mim. Estão alfabetizadas em braille, tanto para leitura como para escrita. Dominam o uso do dosvox com competência e destreza. Minha maior dificuldade está em manter rotinas com elas, a orientação espacial e a mobilidade. É necessário repetir isso constantemente, pois elas acabam esquecendo com facilidade, tem dificuldade de reter conceitos e aprendizagens com significado. Percebo que tudo o que acontece de forma mecanizada e sistematizada são as aprendizagens retidas. Gostaria de mais sugestões para trabalhar com elas, pois pela ausência visual,sinto que muitas coisas poderiam ser mais estimuladas e acabam ficando muito restritas.

    1. Fabiane, sem dúvida deve ser um grande desafio, pois quando você mencionou a deficiência visual, a primeira coisa que pensei foi na restrição das técnicas baseadas em figuras, que são uma grande ferramenta para autistas. Seu depoimento é muito tocante! Vou pesquisar informações que possam te auxiliar de alguma forma. Parab

    2. Fabiane, seu depoimento é muito tocante. Tomo a liberdade de postar seu comentário no blog, em busca de experiências que possam lhe ajudar de alguma forma. Parabéns pelo seu comprometimento e empenho!
      Obrigada pela visita e volte sempre!
      Silvana Schultze

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