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Setembro 2013

Irmãos de autistas: ensinar como brincar enriquece relação e aumenta intimidade

 

Irmãos de crianças autistas, assim como de outras crianças especiais, tendem a amadurecer emocionalmente mais rápido, mostrando responsabilidade nos cuidados e preocupação com o irmão desde cedo. Ao mesmo tempo, podem assustar-se com alguns comportamentos do irmão autista, e até sentirem-se responsáveis ou com vergonha diante de outras pessoas. Conversar abertamente sobre o assunto, desde os primeiros anos de vida da criança, é a melhor forma de fazê-la entender esses sentimentos e também de transformá-la num companheiro do irmão.

Explicar que o irmão autista também pode brincar com ele, ainda que de forma diferente da de outras crianças, mostra a possibilidade de um relacionamento próximo e amoroso.

O primeiro passo é ensinar à criança que o irmão autista precisa de instruções claras durante as brincadeiras. Portanto, ao brincarem com bolas, por exemplo, ele precisa dizer exatamente o que o irmão deve fazer com a bola – chutar, jogar ou rolar. Os pais podem observar de que forma o irmão sem autismo dirige-se a outras crianças durante suas brincadeiras, dizendo a ele como deve adaptar essas falas quando estiver brincando com o irmão autista. Conforme a idade da criança, é comum que durante as brincadeiras elas usem gírias e figuras de linguagem para comentar e conduzir o jogo.  No caso de irmãos de autistas, deve ser explicado que provavelmente o irmão não entenderá esses comentários, o que pode interromper ou atrapalhar a brincadeira.  Portanto, é melhor que ele escolha outras frases e palavras com as quais o irmão está acostumado. E quanto mais eles brincarem entre si, mais natural será a interação, e ambos poderão desenvolver suas próprias expressões para indicar os diferentes momentos de uma brincadeira.

Envolver o irmão do autista durante a aplicação de recursos visuais, aproveitando o apreço natural da crianças por figuras e ilustrações, também é uma forma de transformar um momento didático, pedagógico, em algo lúdico, prazeroso.

O irmão de autista também pode ser transformado num importante aliado no ensino de práticas de habilidades sociais, desde que essa função não o sobrecarregue e nem seja imposta. Antes disso, porém, é essencial explicar a ele o porquê de determinados comportamentos do irmão autista, como crises de ansiedade e agressividade, gestos e falas repetitivos (ecolalia), auto-agressão e falar em voz muito alta. Durante a explicação, os pais devem usar palavras que a criança entenda, evitando explicações médicas ou muito técnicas. Assim que o irmão do autista tiver entendido a identificar essas situações, ele poderá aprender também algumas técnicas e sinais para evitá-las ou contorná-las.

Para acessar outros textos do blog sobre os assuntos abordados neste texto, clique nos links:

Ecolalia: quando o autista apenas repete palavras, frases ou perguntas

http://meunomenai.com/2013/07/27/ecolalia-quando-o-autista-apenas-repete-palavras-frases-ou-perguntas/

Técnica da antecipação para diminuir a ansiedade de crianças autistas

http://meunomenai.com/2013/07/10/tecnica-da-antecipacao-para-diminuir-ansiedade-de-criancas-autistas/

Irmãos de crianças especiais: fantasias com curas milagrosas e medo da morte

http://meunomenai.com/2013/08/01/irmaos-de-criancas-especiais-fantasias-com-curas-milagrosas-e-medo-da-morte/

O que fazer quando o autista tem o hábito de agredir a si mesmo

http://meunomenai.com/2013/09/11/o-que-fazer-quando-o-autista-tem-o-habito-de-agredir-a-si-mesmo-durante-uma-crise/

Dicas para autistas aprenderem a controlar a própria voz

http://meunomenai.com/2013/09/27/dicas-para-autistas-aprenderem-a-controlar-a-propria-voz/

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com

Fonte: Livestrong.

Dicas para autistas aprenderem a controlar a própria voz

Falar em voz alta é uma característica comum entre autistas, e isso ocorre principalmente por dois motivos: porque o autista não percebem que sua voz está alta demais e também porque não entendem que a alteração do volume de voz comunica uma mensagem de maneira diferente, mais agressiva. Não entendem, portanto, que falar em voz alta não é aceito em qualquer ambiente ou na presença de qualquer pessoa.

A melhor maneira de explicar isso ao autista é dizer claramente, ou mostrar, por meio de imagens, quais são os lugarem em que ele não deve falar em vozalta, como por exemplo a igreja ou bibliotecas. Em vez de usar frases como “Não fica bem falar em voz alta neste lugar”, prefira uma frase direta e objetiva, como “Você não pode falar em voz alta neste lugar porque o barulho incomoda as outras pessoas”.

O autista precisa que isso seja dito de forma bem clara, pois ele não irá começar a falar em voz baixa somente porque as outras pessoas estão falando assim. É possível que com o tempo, com a ajuda de uma pessoa para chamar a atenção para isso, ele se lembre de observar o modo como as outras pessoas falam, imitando o exemplo. Isso dependenderá, entretanto, do grau do transtorno, do treino, da paciência e habilidade da pessoa que o acompanha nestas situações e, claro, dele próprio.

Também é importante dar exemplos ao autista de como ele deve se dirigir aos familiares, aos professores, amigos e demais pessoas com quem ele convive diariamente. Ao ensinar-lhe como reagir diante de pessoas estranhas, também dever ser ensiando – e treinado – o tom de voz adequado.

Outra dica importante é mostrar ao autista como a voz muda de acordo com a posição da pessoa com quem ele conversa: se ambos estiverem sentados ou de pé, não há necessidade de aumentar o volume da voz. Se houver disposição da parte dele, isso também pode ser treinado regularmente.

Por fim, combinar e relembrar frequentemente um sinal para que o autista perceba que está falando em voz alta, e outro para indicar-lhe que o tom da voz foi reduzido adequadamente, também pode ajudar no desenvolvimento de suas habilidades sociais.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com

Fonte: Livestrong.

Autismo e deficiência visual: educadora especial descreve desafio duplo


Como ensinar a um aluno autista que não enxerga? Esse é um dilema para uma educadora especial que conta com duas alunas adolescentes cegas e com diagnóstico de autismo em sua sala de aula. Técnicas baseadas em ilustrações são uma importante ferramenta de aprendizagem para autistas, utilizada tanto pelos pais quanto por terapeutas e educadores especiais. Como autistas costumam ter mais facilidade para aprender com figuras, desenhos e fotografias, a repetição de uma sequência de figuras ajuda na memorização. No caso das adolescentes sob a responsabilidade da educadora, entretanto, este recurso não pode ser utilizado.

A educadora descreve que em uma das alunas a ecolalia é mais presente. “A todo questionamento feito a ela, a resposta são as duas últimas palavras ditas por mim”, conta. Ecolalia é a repetição de frases, perguntas e palavras que caracteriza alguns autistas.

As duas alunas estão alfabetizas em braile, tanto para leitura como para escrita, e segundo a educadora dominam o uso do DOSVOX com competência e destreza. DOSVOX é um sistema para computadores utilizado por deficientes visuais, que entre outras aplicações faz síntese de fala e conta com jogos didáticos e ferramentas de apoio à aprendizagem.

A maior dificuldade encontrada pela educadora é manter uma rotina com as duas adolescentes. Orientação espacial e mobilidade, que no caso das duas alunas envolve orientações verbais da educadora, também apresentam dificuldades. “É necessário repetir isso constantemente, pois elas acabam esquecendo com facilidade, têm dificuldade de reter conceitos e aprendizagens com significado”, conta.

Por outro lado, ela já observou que seguir à risca alguns padrões facilita a aprendizagem das adolescentes. “Percebo que tudo o que acontece de forma mecanizada e sistematizada transforma-se em aprendizagens retidas”.

A educadora busca informações sobre o tema, que possam contribuir para o desenvolvimento de suas duas alunas. “Gostaria de mais sugestões para trabalhar com elas, pois pela ausência visual,sinto que muitas coisas poderiam ser mais estimuladas e acabam ficando muito restritas”, ressalta.

Leia outros textos do blog Meunomenai sobre os assuntos mencionados neste texto:

Técnica da Antecipação para diminuir a ansiedade de crianças autistas: http://meunomenai.com/2013/07/10/tecnica-da-antecipacao-para-diminuir-ansiedade-de-criancas-autistas/ e http://meunomenai.com/2013/07/09/agenda-visual-ensina-rotinas-a-crianca-autista/

Ecolalia: quando o autista apenas repete palavras, frases ou perguntas:

http://meunomenai.com/2013/07/27/ecolalia-quando-o-autista-apenas-repete-palavras-frases-ou-perguntas/

DOSVOX: com um computador comum deficientes visuais adquirem independência:

http://meunomenai.com/2013/09/26/dosvox-com-um-computador-comum-deficientes-visuais-adquirem-independencia/

Textos escritos por Silvana Schultze, do blog Meunomenai.

DOSVOX: com um computador comum, deficientes visuais adquirem independência


DOSVOX é um sistema para computadores que se comunica com o usuário através de síntese de voz, destinado a deficientes visuais. A comunicação é feita em português, mas o sistema pode ser configurado para outros idiomas. De acordo com o Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), responsável pelo DOSVOX, a diferença do sistema é que a comunicação entre homem e máquina é mais simples, e leva em conta as limitações da pessoas.

Em vez de ler o que está na tela, o DOSVOX cria um diálogo amigável, com a ajuda de programas específicos e interfaces adaptativas. Além disso, grande parte das mensagens sonoras emitidas pelo DOSVOX é feita em voz humana gravada, o que diminui o índice de estresse para o usuário, mesmo com uso prolongado.

Além do sistema de síntese de fala, o DOSVOX conta com editor, leitor e impressor/formatador de textos, jogos de caráter didático e lúdico, ampliador de telas para pessoas com visão reduzida e programas para acesso à internet, entre outras ferramentas. O sistema pode ser utilizado em computadores comuns, e não impede a utilização de outros programas de acesso para deficientes visuais.

O DOSVOX pode ser baixado gratuitamente pela internet, no link: http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox/download.htm

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Fonte: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Neurossociabilidade: agrupamento social e segmento de mercado


Performances cerebrais e neurodiversidade, assim como doenças e transtornos neurodegenerativos, transformaram-se em critérios de agrupamento social. É a chamada neurossociabilidade, uma especificação da biossociabilidade, que por sua vez diz respeito a formas de identidade, sociabilidade e cidadania que partem do conhecimento e práticas neurocientífuicas como referência.

Assim, surgem grupos que se reúnem com o objetivo de testar as performances cerebrais de seus integrantes, que competem entre si em campeonatos e olimpíadas de memória, por exemplo.

No âmbito da neurodiversidade, surgem grupos e comunidades, muitos deles virtuais, nos quais os participantes acreditam que uma conexão neurológica atípica não é uma doença que deva ser tratada, e sim uma diferença humana que deve ser respeitada.

Surgem também comunidades, muitas delas virtuais, compostas por pessoas com síndromes, doenças e transtornos e seus familiares, que se reúnem para trocar informações e experiências, além de conforto emocional e, em alguns casos, espiritual.

Além do agrupamento social, a neurossociabilidade deu origem a um segmento de mercado, composto por livros nos moldes de autoajuda, só que cerebral, programas de computador para ginástica cerebral e vitaminas e suportes alimentares que aprimoram a performance cerebral.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com

Síndrome de Angelman: sono inquieto, alterações do comportamento e fala comprometida


A Síndrome de Angelman é um distúrbio neurológico que compromete o intelecto, causa alterações no comportamento e afeta uma em cada 20 mil crianças. O diagnóstico pode ser feito por análise clínica, exame de eletroencefalograma (EEG) ou análise genética.

Crianças com Síndrome de Angelman costumam ser bastante afetivas e rir com freqüência, além de falta de atenção e hiperatividade. Podem demorar para sentar e andar, seu andar pode ser desequilibrado, com pernas afastadas e esticadas.

Os sintomas da síndrome podem incluir crises epilépticas, excesso de salivação, estrabismo e hipersensibilidade ao sol. Também pode ocorrer escoliose (desvio da coluna) e contratura muscular – quando o músculo da pessoa contrai-se de forma incorreta e não volta ao seu estado normal de relaxamento.

O sono das crianças com Síndrome de Angelman também pode apresentar distúrbios, assim como a linguagem. Por conta dos sintomas variados, o tratamento e as terapias recomendados envolvem diversos profissionais, como fisioterapeuta e fonoaudiólogo. Terapeutas ocupacionais podem auxiliar no desenvolvimento e na independência de atividades diárias, como higiene pessoal, alimentação e o ato de se vestir.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com

Fonte: Associação Síndrome de Angelman.

Fonoaudiologia estendida para todas as mães e recém-nascidos: tese de doutorado aponta benefícios


Uma das indicações do acompanhamento fonoaudiológico é durante o desenvolvimento das habilidades de alimentação de bebês. Interessada nos efeitos que esse acompanhamento causam no primeiro ano de vida da criança, a pesquisadora Alessandra Regina Vieira Caetano de Macedo desenvolveu sua tese de doutorado na Faculdade de Medicina da USP. Entre os resultados, a autora observou que o grupo acompanhado por fonoaudiólogo apresentou desmame mais tardio, além de utilizar menos chupeta ao completar um ano. Também houve maior utilização de utensílios nesse grupo, que também levou menos tempo para inclusão de alimentos de consistência sólida em sua dieta.

Durante um ano, a autora acompanhou um grupo de recém-nascidos, para depois comparar os dados com crianças de um ano. Nos dois grupos, as crianças eram os primeiros filhos de cada mãe, todas maiores de 18 anos.

A tese “O desenvolvimento das habilidades de alimentação do bebê no primeiro ano de vida: uma perspectiva fonoaudiológica de promoção de saúde” destaca ainda que a, apesar dos benefícios evidentes, hoje a atuação de fonoaudiólogos em hospitais maternidade ainda está limitada. “Na grande maioria dos casos, ainda está limitada a um desempenho mais intervencionista nas unidades de tratamento intensivo (UTIs) neonatais, em detrimento de uma atuação generalizada e sistematizada para todas as mães/recém-nascidos”, ressalta.

A autora aponta ainda a importância de se avaliar a situação nutricional da criança. “Na população pediátrica, o suporte nutricional adequado é crítico, já que todos estão em crescimento e desenvolvimento, e a formação se completa em torno do segundo ano de vida, dependendo do suporte de proteínas, lipídios, carboidratos e micronutrientes adequados”.

 Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5137/tde-10092012-151808/pt-br.php

Fonoaudiólogos e denúncias de violência intrafamiliar: crianças com dificuldade de comunicação correm maior risco


Identificar casos de violência contra crianças e adolescentes é uma ação complexa, sobretudo quando práticas de castigo são aceitas como formas de educar e assunto particular, restrito ao interesse familiar. Fonoaudiólogos, que atendem um grande número de pacientes com deficiência, muitas vezes se deparam com a difícil decisão de denunciar ou buscar apuração em caso de suspeita de violência contra seus pacientes. “Estudos mostram que crianças com problemas de comunicação são mais vulneráveis ao abuso e/ou negligência decorrentes das dificuldades de comunicação, o que requer do fonoaudiólogo um olhar mais atento para a identificação dos casos de violência infanto-juvenil para, assim, poder adotar a melhor conduta e saber as origens reais das alterações da saúde geral do paciente”, afirmam os pesquisadores Raquel Moura Lins Acioli, Maria Luiza Carvalho de Lima, Maria Cynthia Braga, Fernando Castim Pimentel e Adriana Guerra de Castro.

Autores do estudo “Violência intrafamiliar contra crianças e adolescentes: identificação, manejo e conhecimento da rede de referência por fonoaudiólogo em serviços públicos de saúde”, eles descrevem o perfil e a conduta de 89 fonoaudiólogos de redes pública, filantrópica e privada conveniada com o SUS, diante dos casos suspeitos e/ou confirmados de violência contra crianças e adolescentes.

O fonoaudiólogo, segundo os autores, pode contribuir para a identificação dos casos de violência, estando atento, por exemplo, às lesões ou cicatrizes na pele, particularmente aquelas localizadas na região da cabeça e pescoço, atingidos com maior frequência (cerca de 70%).

Mais de 40% dos participantes da pesquisa atenderam casos suspeitos e/ou confirmados de violência, sendo a violência física a mais freqüente. Dos 70 casos relatados, apenas dois foram denunciados aos órgãos competentes. “Muitos profissionais, mesmo aqueles capacitados, temem a represália dos agressores, razão pela qual não notificam os casos de violência”, ressaltam.

O reduzido número de notificações de violência é ainda explicado pelos pesquisadores como resultado da pouca informação dos fonoaudiólogos sobre as medidas a serem tomadas, o que sugere a necessidadede capacitação profissional para uma melhor identificação e conduta frente aos casos de violência.

Os pesquisadores destacam que, ao contrário de outras áreas no campo da saúde, existe uma escassez de trabalhos que retratem a conduta do fonoaudiólogo diante dos casos de violência intrafamiliar. “Tal fato é de fundamental importância, uma vez que esse profissional trabalha com crianças de risco, em sua maioria, por apresentarem distúrbios da comunicação humana, deficiências e problemas neurológicos”.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-38292011000100003&lng=pt&nrm=iso

Expansão da universidade pública brasileira: existe política de formação pedagógica de professores?


Analisar o papel da pedagogia universitária em projetos inovadores de universidades públicas brasileiras foi o ponto de partida da tese de doutorado “A pedagogia universitária nas propostas inovadoras de universidades brasileiras: por uma cultura da docência e construção da identidade docente”, defendida na Faculdade de Educação da USP. A autora, Lígia Paula Couto, avaliaou em que medida projetos que, a princípio, podem ser classificados como inovadores cooperam para a transformação do ensino superior.

As universidades selecionadas foram a USP Leste e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) Litoral, por afirmarem contar com propostas inovadoras. “Ambas as universidades estão inovando e trabalhando a pedagogia universitária”, destaca a autora. “No entanto, o trabalho com a pedagogia universitária e a formação pedagógica é muito mais presente na instituição que tem no ensino sua atividade fundante, do que naquela em que este fica subsumido na atividade de pesquisador do docente”.

Como resultado, a pesquisadora afirma que é possível analisar duas realidades diferentes: a instauração de uma cultura da docência capaz de promover a construção da identidade docente de seus professores, e uma cultura mais voltada à pesquisa, desvinculada do eixo ensino. “Esse estudo revela que é necessária uma aproximação da teoria/prática no que se refere à inovação proposta e, para isso, a área da pedagogia universitária pode contribuir de maneira fundamental, principalmente no tocante à formação docente para lidar com o aspecto inovador do projeto”.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-13082013-164438/pt-br.php

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