O ato de brincar faz parte da vida das crianças. Ao brincar, a criança experimenta diferentes papeis, e conforme imagina as diversas possibilidades, descobre mais sobre si mesma e aquilo que gosta ou não. É, portanto, uma etapa importante para o desenvolvimento de cada um, e muitos pais se perguntam se seus filhos autistas brincarão ou mesmo se já brincam.

Três pesquisadoras – Fernanda Bagarollo, Vanessa Veis Ribeiro e Ivone Panhoca – analisaram as características do ato de brincar de uma criança autista de quatro anos, e concluíram que é possível para a criança autista desenvolver o brincar, os processos imaginativos e as sequencias de ações observadas no grupo social e no uso cultural dos brinquedos. Isso ocorre quando a criança vivencia interações sociais favoráveis.

As pesquisadoras destacam que os pais, familiares e os profissionais que mantém contato mais direto são fundamentais no processo de desenvolvimento, tendo papel de destaque no que diz respeito ao brincar e às experiências que envolvem o desenvolvimento do imaginário.

A participação de um terapeuta contribui para o desenvolvimento porque é este profissional quem atribui significações às ações da criança, proporcionando a ela a possibilidade de constituir-se como um ser cultural e de interagir com o outro. “Observa-se também que as experiências vivenciadas fora da instituição possibilitam oportunidades de brincar e desenvolver-se durante as brincadeiras, mesmo que de forma mais lenta e específica”, afirmam as autoras do estudo “O brincar de uma criança autista sob a ótica da perspectiva histórico-cultural, das pesquisadoras”.

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-65382013000100008&lng=pt&nrm=iso