Muitos pais e profissionais de educação consideram como superdotadas crianças com grande facilidade para aprender determinada habilidade. As pesquisadoras Zenita Cunha Guenther e Carina Alexandra Rondini, entretanto, observam que há mais crianças precoces que a probabilidade esperada de dotação, enquanto muitas pessoas dotadas não foram prodígios ou sequer precoces. “A noção de prodígio seria mais bem-considerada como extrema precocidade no grau e no ritmo de maturação do aparelho nervoso central do que como sinal de potencial elevado”.

Autoras do estudo “Capacidade, dotação, talento, habilidades: uma sondagem da conceituação pelo ideário dos educadores”, as pesquisadoras afirmam que a associação entre prodígio e dotação ocorre porque a dotação também compreende, essencialmente, facilidade e rapidez de aprendizagem naquele domínio em que existe capacidade superior. “Porém, estudos longitudinais evidenciam que o prodígio pode ser apenas expressão de precocidade, e não efetivamente sinônimo de dotação”.

As pesquisadoras ressaltam ainda que Inteligência é um domínio de capacidade entre outros, sendo possível haver dotação em um domínio, por exemplo, dotação física ou socioafetiva, sem haver necessariamente dotação em inteligência.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-46982012000100011&lang=pt