A Educação Física adaptada não tem fins curativos e sim preventivos, e seus benefícios para alunos com paralisia cerebral espástica foram avaliados no estudo “A melhora da amplitude articular e/ou manutenção dos movimentos em pessoas portadoras de paralisia cerebral espástica através da educação física adaptada”.

Os autores, Aline Miranda Strapasson, Sandra Mara De Faria Carvalho Martins e Romeu Schutz, observaram durante quatro meses pacientes que participaram das aulas adapatadas. O objetivo era, entre outros, observadas as mudanças na amplitude articular dos alunos e em sua auto-estima.

A Educação Física Adaptada, conclui o estudo, transforma o paciente com Paralisia Cerebral em uma pessoa mais saudável e com melhores e maiores perspectivas de vida. “É importante frisar que as posições mantidas pelas pessoas espásticas podem acarretar retrações musculotendíneas que vão aumentar a dificuldade motora voluntária, tornando necessário a correção cirúrgica”, alertam os pesquisadores. A Educação Física Adaptada pode contribuir para evitar que isso aconteça.

Devido aos diferentes quadros clínicos, os pesquisadores sugerem que cada professor adapte as atividades de acordo com as possibilidades e capacidades de seus alunos, separando turmas homogêneas com no máximo quatro pessoas. “Apesar desse trabalho mostrar resultados em longo prazo, pôde-se constatar uma melhoria na execução das atividades de recreação propostas, através da atitude postural ativa durante as aulas realizadas pelos alunos.”, afirmam os autores do estudo.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://cascavel.ufsm.br/revistas/ojs-2.2.2/index.php/educacaoespecial/article/view/5132/3157