Dieta vegetariana não interfere no desempenho esportivo, defende pesquisa

A prática de dietas vegetarianas é compatível com a prática esportiva cotidiana, desde que bem planejada para evitar deficiências nutricionais. A conclusão, do estudo “Dietas vegetarianas e desempenho esportivo”, vai de encontro às evidências que apontam os benefícios da dieta vegetariana para a saúde humana. Segundo o estudo, dietas vegetarianas são caracterizadas pelo elevado consumo de carboidratos, fibras, magnésio, potássio, folato e antioxidantes, podendo apresentar deficiências em aminoácidos e ácidos graxos essenciais, cálcio, zinco, ferro e cobalamina. Apesar disso, destaca, pesquisas experimentais em humanos indicam que vegetarianos e não-vegetarianos apresentam capacidade aeróbica semelhante. “Em relação ao desempenho em atividades de força e potência muscular, as pesquisas são escassas, mas as existentes não apontam diferenças significativas”.

Segundo os autores da pesquisa, Lucas Guimarães Ferreira, Roberto Carolos Burini e Adriano Fortes Maia, situações de risco cardiovascular têm sido confirmadas, devido ao provável quadro de hiperhomocisteinemia, em decorrência da baixa ingestão de cobalamina. “As dietas vegetarianas são isentas de creatina, o que resulta em estoques musculares mais baixos nessa população. Possivelmente ocorrem alterações hormonais e metabólicas em resposta às dietas vegetarianas, como baixos níveis de testosterona e androstenediona. A função imune parece não ser prejudicada”.

A função imune dos adeptos do vegetarianismo parece não ser prejudicada, de acordo com os resultados desta pesquisa. Além disso, o conteúdo protéico dos alimentos de origem vegetal é freqüentemente menor nas dietas vegetarianas, além de apresentarem menor valor biológico, por possuírem aminoácidos limitantes. “Ainda assim, os pesquisadores sugerem que a ingestão protéica nas dietas vegetarianas pode cumprir a cota de fornecimento adequada, mesmo para atletas que necessitam de maior ingestão protéica”.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para ler o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-52732006000400006&lang=pt

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