Inclusão escolar de crianças acontece a cada ano, e não só no ingresso, afirmam pais

 

A inclusão escolar de crianças com Síndrome de Down foi estudada por uma equipe de pesquisadoras formada por fonoaudióloga, terapeuta ocupacional, psicóloga e enfermeira. “Todo início de ano a expectativa de algumas mães era a mesma de quando a criança entrou na escola pela primeira vez, particularmente no que diz respeito à nova professora, aos colegas e à adaptação de seu filho com SD a um novo contexto”, observam as pesquisadoras Flávia Mendonça Rosa Luiz, Luzia Iara Pfeifer, Silvia Regina Ricco Lucato Sigolo e Lucila Castanheira Nascimento.

As pesquisadoras acompanharam onze famílias de crianças com Síndrome de Down, concluindo que, apesar de os professores não terem se mostrado preparados para a inclusão, o processo demonstrou-se benéfico na Educação Infantil. “Ficou evidente a necessidade de articulação entre os setores da educação e saúde e de uma mudança de paradigma no modelo educacional”, destacam.

Como forma de evitar a ansiedade gerada a cada início de ano letivo, as pesquisadoras defendem que todos os profissionais que fazem parte da escola deveriam sejam estimulados a trabalhar ou ter contato com os alunos que possuam necessidades especiais. “Assim, a presença da criança com Síndrome de Down não seria mais um fato novo para nenhum dos educadores e demais membros da escola quando estes a recebessem”.

Essa prática também evitaria que a família precisasse repassar, a cda início de ano, as orientações a respeito de seu filho. O diálogo entre educadores e terapeutas que atendem a criança também é apontado no estudo como uma forma de contribuir para a continuidade da atenção e do trabalho desenvolvido até o momento da transição da escola especial para a comum.

A presença de um professor auxiliar em sala de aula também é apontda no estudo. “O aluno com síndrome de Down tem melhor aproveitamento com a ajuda de um professor assistente, porém esse recurso só deve ser viabilizado quando houver necessidade, para que a criança não desenvolva dependência e tenha a oportunidade de trabalhar com outros auxiliares”, descreve o estudo.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-73722012000400011&lang=pt

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