Testes de inteligência são utilizados para medir a inteligência lógica, capacidade verbal, capacidade manual e a velocidade de processamento de informações. Os chamados Tests de QI (Quociente de Inteligência) foram criados na década de 1920, e somente da década de 1980 sofreram um questionamento fundamentado, quando o psicólogo norte-americano Howard Gardner desenvolveu sua Teoria das Múltiplas Inteligências.

Howard Gardner causou impacto ao afirmar que o ser humano pode contar com outros tipos de inteligência, definidas da seguinte maneira:

  1. Lógico-matemática: capacidade de realizar operações numéricas e de fazer deduções.
  2. Lingüística: habilidade de aprender idiomas e de usar a fala e a escrita para atingir objetivos.
  3. Espacial: disposição para reconhecer e manipular situações que envolvam apreensões visuais. 
  4. Físico-cinestésica: o potencial para usar o corpo com o fim de resolver problemas ou fabricar produtos. 
  5. Interpessoal/intrapessoal: capacidade de entender as intenções e os desejos dos outros e conseqüentemente de se relacionar bem em sociedade/ a inclinação para se conhecer e usar o entendimento de si mesmo para alcançar certos fins. 
  6. Musical: aptidão para tocar, apreciar e compor padrões musicais.
  7. Natural: aptidão para reconhecer e classificar espécies da natureza.
  8. Existencial: capacidade de refletir sobre questões fundamentais da vida humana.

O psicólogo defende ainda que todos nascemos com um extenso potencial de talentos, que começam a ser moldados a partir dos cinco anos de idade. O grande mal dessa “modelagem”, segundo Howard Gardner, é o risco de sufocar os talentos quando se tenta “nivelar” as habilidades da criança, hábito de grande parte das escolas. “A missão da educação deve continuar a ser uma confrontação com a verdade, a beleza e a bondade, sem negar as facetas problemáticas dessas categorias ou as discordâncias entre diferentes culturas”, afirma o psicólogo.