A avaliação narrativa é defendida pela pesquisadora Laura Rueda Castro como forma de observar integralmente a vida de uma pessoa. Autora do estudo “Construção de histórias de vida: uma avaliação de terapia ocupacional em pessoas com deficiência psiquiátrica”, Laura Rueda Castro analisou dose casos em que as pessoas participaram de sessões que privilegiaram os relatos de vida.

O participantes apresentavam condições psiquiátricas que interferem ou diminuem seu desempenho ocupacional. Para que a comunicação ocorra, é necessário que um ser humano entre em contato com outro, e exista a identificação entre eles, como destaca a autora. “Este é o elo central da intervenção terapêutica à pessoa com alterações na comunicação, não-comunicação ou bloqueios de vínculos permanentes”.

A comunicação expressa na ocupação ou atividade humana, segundo a autora, permite criar formas de transcender os círculos viciosos, transformando-os em virtuosos, assim como os ciclos mortais em vitais. “Este procedimento não é uma mera negociação estratégica”, alerta. “O diálogo é um debate racional que busca um autêntico acordo consensual entre os participantes do discurso”.

o estudo destaca ainda que, neste método, o terapeuta ocupacional pode observar o que motiva a pessoa assistida a readequar sua história, em um esforço de dar sentido a uma experiência traumática. “Dessa forma, o paciente compromete-se a reiniciar um processo de aceitação e modificação para um novo estilo devida”, conclui.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com

Para ler o estudo completo, acesse o link: https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&ved=0CC4QFjAA&url=http%3A%2F%2Fdialnet.unirioja.es%2Fdescarga%2Farticulo%2F4221932.pdf&ei=1OAMUv7UJKStigKlkICIBQ&usg=AFQjCNH-1BYicA6y3RgwZq8zv3pR69hIeQ&sig2=9x7QSwa3mjKsaEEiA4ppPw&bvm=bv.50768961,d.cGE