Alberto é um professor de matemática de meia idade e aparência jovial, com poucas informações sobre altas habilidades e superdotação. Ainda assim, conseguiu identificar três  dos seis alunos com indicações de AH/SD que frequentavam suas aulas.

Perguntados se Alberto é um professor, os alunos são unânimes ao elogiá-lo.”Ele é como um pai para mim”, responde um deles.  O próprio Alberto não está tão certo de sua competência. “Não sou um bom professor, eu me esforço”, acredita. Em seguida, porém, entrega uma pista do “algo a mais” que o transforma em um professor tão querido: “É preciso estar sempre ao lado dessa criançada”, explica.

Para estar ao lado da criançada, Alberto não mede esforços e consegue atrair outros professores, como nas confraternizações que promove e que são consideradas pelos alunos uma premiação, muitas vezes financiada pelo próprio professor e fora do horário de aula. O prêmio não é baseado no desempenho, mas no esfoço em aprender a matéria, e por aluno “turista” não participa.

Sem muita reflexão teórica sobre suas estratégias, o professor Alberto acaba por seguir à risca o que estudiosos sugerem como fundamental para fomentar o desenvolvimento dos alunos: despertar a paixão por determinado campo e desenvolver determinação e hábitos mentais essenciais para a excelência.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Baseado no estudo “Alberto: um professor de ensino regular e seu ´algo a mais´ para atender a alunos com altas habilidades/superdotação”.

Para ler o estudo completo, acesse o link: http://cascavel.ufsm.br/revistas/ojs-2.2.2/index.php/educacaoespecial/article/view/4905/2942