À medida em que vão sendo feitas novas descobertas sobre o autismo, cresce a indicação de avaliação e tratamento de determinadas condições psiquiátricas em pessoas com transtornos do espectro autista.

A ansiedade é uma das condições mais comuns, e os especialistas deram-se conta, nos últimos anos, do grande número de pessoas com diagnóstico de autismo que batalham diariamente com diversos sintomas de ansiedade, de maior ou menor intensidade. “O papel da ansiedade na vida de autistas foi se modificando no decorrer dos anos, e continua sendo fonte de confusão e controvérsia”, alerta Isabel Paula-Pérez, autora do estudo “Co-ocorrência entre ansiedade e autismo (tradução livre do original em espanhol).

Na década de 1940, estudiosos do autismo já sugeriam que sintomas como a necessidade de que o ambiente não sofra modificações, padrões de comportamento, atividades e interesses restritos e estereotipados são originados na ansiedade do autista. Essa opinião ganhou força na década de 1960, quando os comportamentos e interesses característicos dos autistas foram interpretados por especialistas como um mecanismo de defesa contra a ansiedade provocada pelo mundo social no qual todos estamos inseridos, autistas ou não.

A ansiedade de autistas foi dividida em ativa, na qual o autista tende a demonstrar reações emocionais extremas em determinadas situações, e distante, na qual a pessoa mantém-se completamente distante quando enfrenta mudanças ambientais.

Texto escrito por Silvana Schutze, do blog meunomenai.com

Baseado no estudo estudo “Co-ocorrência entre ansiedade e autismo”

Para ler o texto completo (em espanhol), acesse o link: http://desafiandoalautismo.org/ansiedad-y-autismo/