Pesquisa científica analisa caso de adolescente adotado por ex-casal após três anos de divórcio

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Os valores que as pessoas atribuem aos papeis de pai e mãe podem variar em relação a filhos biológicos e filhos adotivos. A conclusão é do estudo “Adoção tardia por casal divorciado e com filhos biológicos: novos contextos para a parentalidade”, que traz boas notícias tanto para as muitas crianças e adolescentes à espera de adoção quanto para os interessados em adotá-los que separam-se durante o processo de espera pela adoção mas continuam com os mesmos ideais.  “Em termos do amadurecimento emocional dos membros do casal divorciado, nota-se que eles renovaram o bom vínculo preexistente não apenas mediante o exercício da parentalidade adotiva, mas também pelo “desejo de ajudar” o adolescente por meio de sua inserção em um núcleo familiar”, destaca o estudo.

Os autores, Livia Kusumi Otuka, Fabio Scorsolini-Comin e Manoel Antônio dos Santos, acompanharam um ex-casal, divorciado há três anos, que adotou um adolescente movidos pelo altruísmo. “Nas falas dos pais, pôde-se perceber que a noção de família transcende a ideia de um simples arranjo nuclear tradicional constituído em torno do casal, uma vez que a conjugalidade não foi mencionada como condição para a adoção”.

Os pesquisadores destacam que, à época do planejamento do primeiro filho biológico do ex-casal, a conjugalidade era valorizada por ambos como condição para o nascimento. “No caso da experiência da adoção, julgam ser de igual importância, para favorecer o desenvolvimento dos filhos, assegurar tanto o exercício do papel materno como paterno, ainda que as figuras materna e paterna não estejam mais unidas pelos laços do matrimônio”. Por meio de entrevistas com o ex-casal, os pesquisadores observaram ainda que, na opinião deles, filhos adotivos precisariam de pais, assim como os biológicos, mas poderiam ser perfeitamente inseridos em um lar cujos pais tivessem se divorciado, desde que eles não tivessem se descomprometido de suas funções parentais.

O estudo pode ser lido na íntegra pelo link: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-166X2013000100010&script=sci_arttext

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