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Mês

Agosto 2013

Brincadeiras de crianças autistas: interações sociais favoráveis ajudam no desenvolvimento

O ato de brincar faz parte da vida das crianças. Ao brincar, a criança experimenta diferentes papeis, e conforme imagina as diversas possibilidades, descobre mais sobre si mesma e aquilo que gosta ou não. É, portanto, uma etapa importante para o desenvolvimento de cada um, e muitos pais se perguntam se seus filhos autistas brincarão ou mesmo se já brincam.

Três pesquisadoras – Fernanda Bagarollo, Vanessa Veis Ribeiro e Ivone Panhoca – analisaram as características do ato de brincar de uma criança autista de quatro anos, e concluíram que é possível para a criança autista desenvolver o brincar, os processos imaginativos e as sequencias de ações observadas no grupo social e no uso cultural dos brinquedos. Isso ocorre quando a criança vivencia interações sociais favoráveis.

As pesquisadoras destacam que os pais, familiares e os profissionais que mantém contato mais direto são fundamentais no processo de desenvolvimento, tendo papel de destaque no que diz respeito ao brincar e às experiências que envolvem o desenvolvimento do imaginário.

A participação de um terapeuta contribui para o desenvolvimento porque é este profissional quem atribui significações às ações da criança, proporcionando a ela a possibilidade de constituir-se como um ser cultural e de interagir com o outro. “Observa-se também que as experiências vivenciadas fora da instituição possibilitam oportunidades de brincar e desenvolver-se durante as brincadeiras, mesmo que de forma mais lenta e específica”, afirmam as autoras do estudo “O brincar de uma criança autista sob a ótica da perspectiva histórico-cultural, das pesquisadoras”.

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-65382013000100008&lng=pt&nrm=iso

Oficinas de artesanato com mães de crianças com Distrofia Muscular: geração de renda para a família enquanto os filhos estão em tratamento

Semanalmente, um grupo de mães de crianças com Distrofia Muscular participa do Projeto Entrelaços, parceria da Associação Brasileira de Distrofia Muscular (ABDIM) com a USP. Enquanto os filhos estão em tratamento na Associação, as mães e cuidadores aprendem técnicas artesanais, teorias de arte, design e sustentabilidade.

A ABDIM oferece atendimento gratuito, e as oficinas têm oferecido melhoria na qualidade de vida tanto dos pacientes quanto das famílias. O objetivo é, no futuro, comercializar os produtos criados nas oficinas, para aumentar a renda das famílias assistidas pela ABDIM.

O nome do projeto e marca do projeto foram escolhidos em conjunto com as participantes, e a meta é confeccionar, como primeiro produto, uma bolsa. Para chegar ao modelo ideal, foram entrevistadas mais de 500 mulheres.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com

Fonte: ABDIM (www.abdim.org.br)

Jogo eletrônico para pessoas com Distrofia Muscular de Duchenne: gratuito, ajuda a combater a obesidade e a desnutrição

Um grupo de pesquisadores do Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI), da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (EPUSP), desenvolveu jogo eletrônico gratuito para reeducação alimentar de pacientes com Distrofia Muscular de Duchenne. A obesidade e a desnutrição estão entre as doenças mais frequentemente associadas a essa Distrofia, ocorrendo em mais da metade dos casos e afetando diretamente a função respiratória e a habilidade para realizar as atividades diárias.

Chamado Duchsville, o jogo foi criado pelas pesquisadoras doutoras Irene Karaguilla Ficheman e Ana Grasielle Dionísio Corrêa, sob a coordenação da professora Roseli de Deus Lopes. A solicitação de desenvolvimento partiu da coordenadora do setor de Terapia Ocupacional da Associação Brasileira de Distrofia Muscular (ABDIM), Adriana Klein.

O jogo foi desenvolvido com base nas experiências compartilhadas na prática assistencial com pessoas com Distrofia Muscular de Duchenne, e pode ser acessado pelo link:  http://www.abdim.org.br/quem-somos/projetos/

Fonte: http://www.lsitec.org.br

 

Perguntas repetidas de autistas, causadas por ansiedade e falta de habilidade: como ajudar


Crianças autistas podem ter o hábito de fazer a mesma pergunta seguidas vezes. Nem sempre, porém, elAs perguntam porque não entenderam a resposta. Existem alguns motivos possíveis para que a criança volte a perguntar algo que já foi respondido antes. Um deles é que a criança autista tem dificuldades em visualizar o que vai acontecer num futuro próximo, mesmo que já tenha passado por aquela situação antes. Essa dificuldade faz com que a criança sinta-se ansiosa, e perguntar é uma forma de aliviar a ansiedade. Com medo do futuro, sente-se segura ao ouvir sempre a mesma resposta, e pode ficar nervosa se a resposta for elaborada de forma diferente.

Perguntar várias vezes a mesma coisa também é uma forma de participar da conversa. Sem grandes habilidades de conversação, a criança autista encontra no ato de fazer perguntas uma forma de manter-se na conversa.

Seja qual for o motivo, é importante ter muita paciência, pois a fase das perguntas repetitivas pode ser entendida como uma fase essencial para que a criança autista avance no desenvolvimento de suas habilidades de conversação.

Algumas dicas práticas podem amenizar este hábito, facilitando a convivência com a família e outras pessoas:

(1)    Experimente usar um cartaz ou agenda com figuras (agenda visual) para mostrar à criança o que vai acontecer, em vez de falar.

(2)    Diga a ela que ela só pode perguntar a mesma coisa três vezes (ou duas, quatro, cinco…) e quando ela ultrapassar esse limite diga claramente: “Você já perguntou isso antes e não pode mais perguntar. Vamos falar agora de… “.

(3)    Diga à criança que só irá responder quando ela terminar determinada tarefa (pode ser qualquer coisa que costume prender a atenção dela). É possível que o foco de seu interesse mude, aliviando a tensão e fazendo-a esquecer as perguntas.

(4)    Defina lugares nos quais ela pode fazer as perguntas. Na escola, por exemplo, ensine que é somente no pátio, durante o recreio.

É importante também observar se, ao fazer as perguntas, o autista interrompe falas de outras pessoas ou ignore os sinais de que os outros estão aborrecidos com a conversa. Se isto estiver acontecendo, vale a pena praticar para que isto não aconteça (Para saber mais sobre isso, leia o post “Dicas para desenvolver habilidade de conversação avançada em crianças com autismo”, neste blog, pelo link: http://meunomenai.com/2013/08/07/dicas-para-desenvolver-habilidade-de-conversacao-avancada-em-criancas-com-autismo/ )

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com

MEUNOMENAI: Perguntas repetidas de autistas, causadas por ansiedade e falta de habilidade: como ajudar


Crianças autistas podem ter o hábito de fazer a mesma pergunta seguidas vezes. Nem sempre, porém, elAs perguntam porque não entenderam a resposta. Existem alguns motivos possíveis para que a criança volte a perguntar algo que já foi respondido antes. Um deles é que a criança autista tem dificuldades em visualizar o que vai acontecer num futuro próximo, mesmo que já tenha passado por aquela situação antes. Essa dificuldade faz com que a criança sinta-se ansiosa, e perguntar é uma forma de aliviar a ansiedade. Com medo do futuro, sente-se segura ao ouvir sempre a mesma resposta, e pode ficar nervosa se a resposta for elaborada de forma diferente.

Perguntar várias vezes a mesma coisa também é uma forma de participar da conversa. Sem grandes habilidades de conversação, a criança autista encontra no ato de fazer perguntas uma forma de manter-se na conversa.

Seja qual for o motivo, é importante ter muita paciência, pois a fase das perguntas repetitivas pode ser entendida como uma fase essencial para que a criança autista avance no desenvolvimento de suas habilidades de conversação.

Algumas dicas práticas podem amenizar este hábito, facilitando a convivência com a família e outras pessoas:

(1)    Experimente usar um cartaz ou agenda com figuras (agenda visual) para mostrar à criança o que vai acontecer, em vez de falar.

(2)    Diga a ela que ela só pode perguntar a mesma coisa três vezes (ou duas, quatro, cinco…) e quando ela ultrapassar esse limite diga claramente: “Você já perguntou isso antes e não pode mais perguntar. Vamos falar agora de… “.

(3)    Diga à criança que só irá responder quando ela terminar determinada tarefa (pode ser qualquer coisa que costume prender a atenção dela). É possível que o foco de seu interesse mude, aliviando a tensão e fazendo-a esquecer as perguntas.

(4)    Defina lugares nos quais ela pode fazer as perguntas. Na escola, por exemplo, ensine que é somente no pátio, durante o recreio.

É importante também observar se, ao fazer as perguntas, o autista interrompe falas de outras pessoas ou ignore os sinais de que os outros estão aborrecidos com a conversa. Se isto estiver acontecendo, vale a pena praticar para que isto não aconteça (Para saber mais sobre isso, leia o post “Dicas para desenvolver habilidade de conversação avançada em crianças com autismo”, neste blog, pelo link: http://meunomenai.com/2013/08/07/dicas-para-desenvolver-habilidade-de-conversacao-avancada-em-criancas-com-autismo/ )

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com

Prodígio e superdotação: número de crianças precoces não corresponde à expectativa de dotação


Muitos pais e profissionais de educação consideram como superdotadas crianças com grande facilidade para aprender determinada habilidade. As pesquisadoras Zenita Cunha Guenther e Carina Alexandra Rondini, entretanto, observam que há mais crianças precoces que a probabilidade esperada de dotação, enquanto muitas pessoas dotadas não foram prodígios ou sequer precoces. “A noção de prodígio seria mais bem-considerada como extrema precocidade no grau e no ritmo de maturação do aparelho nervoso central do que como sinal de potencial elevado”.

Autoras do estudo “Capacidade, dotação, talento, habilidades: uma sondagem da conceituação pelo ideário dos educadores”, as pesquisadoras afirmam que a associação entre prodígio e dotação ocorre porque a dotação também compreende, essencialmente, facilidade e rapidez de aprendizagem naquele domínio em que existe capacidade superior. “Porém, estudos longitudinais evidenciam que o prodígio pode ser apenas expressão de precocidade, e não efetivamente sinônimo de dotação”.

As pesquisadoras ressaltam ainda que Inteligência é um domínio de capacidade entre outros, sendo possível haver dotação em um domínio, por exemplo, dotação física ou socioafetiva, sem haver necessariamente dotação em inteligência.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-46982012000100011&lang=pt

Questionário para avaliação de autistas inclui processamento sensorial: objetivo é aproximar pais e profissionais para sucesso da intervenção

Alterações do Processamento Sensorial são comuns em crianças com perturbações do espectro do autismo (PEA), e nos últimos anos o tema vem sendo cada vez mais investigado por cientistas. Os números encontrados sobre as crianças que sofrem as perturbações, no entanto, ainda variam muito: estudos apontam que entre 42% a 88% das crianças com PEA apresentam este tipo de disfunção. Com o objetivo de contribuir para as pesquisas sobre o tema, foi definido um novo projeto de investigação.

Criado pelos pesquisadores Helena Isabel Silva Reis, Ana Paula da Silva Pereira e Leandro da Silva Almeida, o projeto é baseado em uma escala que avalia três características tradicionais de crianças autistas: (1) Interação, (2) Comunicação e (3) Comportamento e interesses repetitivos e estereotipados.

A novidade deste projeto é a inclusão de um novo domínio: o Processamento Sensorial. “Com a construção e validação desta escala pretendemos que pais e profissionais utilizem colaborativamente um instrumento de avaliação da intervenção que lhes permita monitorizar o processo de apoio e adequar as suas práticas”, explicam os pesquisadores.

O artigo “Construção e validação de um instrumento de avaliação do perfil desenvolvimental de crianças com Perturbação do Espectro do Autismo descreve os procedimentos e os resultados das fases de construção deste instrumento de avaliação, em forma de questionário.

O questionário foi desenvolvido para que a avaliação de crianças autistas seja mais completa e real. “Os itens do instrumento de avaliação integram um conjunto alargado de características ou competências que podem ser avaliadas nos vários contextos naturais de vida da criança”. Os itens podem ser preenchidos tanto por pais quanto por profissionais especializado em autismo.

A dimensão do processamento sensorial foi incluída no questionário para assegurar um perfil desenvolvimental das crianças com PEA que agregue a observação dos pais e dos profissionais acerca do desenvolvimento da criança. Os pesquisadores esperam que, acima de tudo, o questionário possa estreitar uma ligação entre as dimensões consideradas na avaliação e as áreas tidas como prioritárias para a intervenção.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-65382013000200004&lang=pt

Implante coclear: parâmetros acústicos aproximam-se dos valores apresentados por crianças ouvintes


Crianças usuárias de implante coclear apresentaram valores acústicos próximos aos apresentados pelas crianças ouvintes normais, em estudo comparativo entre os parâmetros vocais freqüência fundamental, frequência do primeiro formante e frequência do segundo formante. Os resultados foram observados no estudo “Diferenças entre parâmetros vocais em crianças usuárias de implante coclear e em crianças usuárias de aparelho de amplificação sonora individual”.

A audição normal, destaca o estudo, fornece feedback adequado para o controle da voz e da fala. “Crianças dependem do feedback fornecido pela audição para controlar a duração, a frequência fundamental (f0) e os formantes na produção das vogais”.

A autora, Lourdes Bernadete Rocha de Souza, ressalta que embora o Implante Coclear não restaure a experiência da percepção do som da mesma maneira em que é percebida pelo ouvinte normal, ele fornece ao usuário um melhor feedback auditivo, oportunizando sua competência comunicativa. “Com exceção do primeiro formante da vogal [a] da silaba [pa] que apresentou diferença estatisticamente significante entre os valores dos grupos de usuários de implante coclear e do grupo de ouvintes normais, os demais parâmetros apresentaram diferença estatisticamente significante entre os três grupos”, aponta a pesquisadora. 
O estudo conclui que as crianças desse estudo, usuárias de implante coclear, apresentaram valores de parâmetros acústicos próximos dos valores obtidos pelas crianças ouvintes normais, sendo esses valores mais adequados que os valores apresentados pelas crianças usuárias de aparelho de amplificação sonora individual.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-18462013000300014&lang=pt

Implante coclear: parâmetros acústicos aproximam-se dos valores apresentados por crianças ouvintes


Crianças usuárias de implante coclear apresentaram valores acústicos próximos aos apresentados pelas crianças ouvintes normais, em estudo comparativo entre os parâmetros vocais freqüência fundamental, frequência do primeiro formante e frequência do segundo formante. Os resultados foram observados no estudo “Diferenças entre parâmetros vocais em crianças usuárias de implante coclear e em crianças usuárias de aparelho de amplificação sonora individual”.

A audição normal, destaca o estudo, fornece feedback adequado para o controle da voz e da fala. “Crianças dependem do feedback fornecido pela audição para controlar a duração, a frequência fundamental (f0) e os formantes na produção das vogais”.

A autora, Lourdes Bernadete Rocha de Souza, ressalta que embora o Implante Coclear não restaure a experiência da percepção do som da mesma maneira em que é percebida pelo ouvinte normal, ele fornece ao usuário um melhor feedback auditivo, oportunizando sua competência comunicativa. “Com exceção do primeiro formante da vogal [a] da silaba [pa] que apresentou diferença estatisticamente significante entre os valores dos grupos de usuários de implante coclear e do grupo de ouvintes normais, os demais parâmetros apresentaram diferença estatisticamente significante entre os três grupos”, aponta a pesquisadora. 
O estudo conclui que as crianças desse estudo, usuárias de implante coclear, apresentaram valores de parâmetros acústicos próximos dos valores obtidos pelas crianças ouvintes normais, sendo esses valores mais adequados que os valores apresentados pelas crianças usuárias de aparelho de amplificação sonora individual.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-18462013000300014&lang=pt

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