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O tratamento fisioterápico baseado no trote de cavalos – a equoterapia – aplicado a uma criança de dois anos com paralisia cerebral demonstrou grande eficiência no ganho do controle cervical e de tronco. A conclusão é resultado do estudo de caso “Influência da equoterapia no controle cervical e de tronco em uma criança com paralisia cerebral”, dos pesquisadores Alessandra Gregório e Eddy Krueger.

A equoterapia é um método fisioterápico que se baseia na utilização do trote do cavalo como meio de tratamento em pacientes com sequelas sensoriais e motoras decorrentes de distúrbios neurológicos. “A socialização com o fisioterapeuta e o condutor auxilia no aspecto de inclusão social”, ressaltam os pesquisadores.

Com diagnóstico médico de tetraparesia espástica, a criança estudada foi avaliada antes e após o término das sessões de equoterapia, utilizando a escala de Gross Motor Function Measure (GMFM). A equoterapia foi desenvolvida durante dez sessões de trinta minutos, utilizando montarias distintas. A criança frequenta a escola para alunos especiais APAE, e durante o tratamento com a equoterapia não recebeu intervenção de outras terapias, como fisioterapia convencional.

A avaliação considerou 88 itens, divididos em cinco dimensões: A, deitar e rolar; B, sentar; C, engatinhar e ajoelhar; D, em pé; e E, correndo e pulando. As duas primeiras dimensões foram utilizadas no estudo, e as análises demonstraram o aumento de 19,5% e 7,7% para as dimensões A e B da escala GMFM, respectivamente. “No aspecto psicológico e social o responsável relata que a criança, após a equoterapia, está interagindo com as pessoas, além de ter aumentado o tempo de concentração desenvolvendo de forma eficiente a realização de atividades como acariciar os cabelos e tentar segurar a mamadeira”, destaca o estudo.

Conheça o trabalho completo no site: http://www.uniandrade.br/revistauniandrade/index.php/revistauniandrade/article/view/64/47