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A perspectiva Life-Span contribuiu para modificar a concepção de que o que o idoso é um ser passivo e doente. Pelo contrário, reforçou as ideias de heterogeneidade na velhice,  enfatizando a importância de atividades para a manutenção do envelhecimento saudável. Natália Nunes Scoralick-Lempke e Altemir José Gonçalves Barbosa, autores do estudo “Educação e envelhecimento: contribuições da perspectiva Life-Span”, ressaltam ainda que essa nova perspectiva  destaca a possibilidade de desenvolvimento durante todo o curso da vida.

Os pesquisadores explicam que a perspectiva Life-Span concebe o envelhecimento como um processo multideterminado e heterogêneo, que pode ser categorizado em três tipos: normal, referindo-se às alterações típicas e inevitáveis ao envelhecimento; patológico, em que se encontram os casos de doenças, disfuncionalidade e descontinuidade do desenvolvimento; e ótimo ou saudável, caracterizado por um ideal sociocultural de excelente qualidade de vida, funcionalidade física e mental, baixo risco de doenças e incapacidade, bem como engajamento ativo com a vida.

O estudo aponta ainda a importância da educação para a velhice saudável, a oferta de atividades educacionais para idosos no Brasil e elucida a amplitude de termos encontrados na literatura para designar o processo de aprendizagem ao longo do curso da vida. “A aquisição de novas aprendizagens tem sido considerada uma tarefa importante nesse sentido, uma vez que pode otimizar as capacidades cognitivas e favorecer a rede de suporte social do idoso”.

Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-166X2012000500001&script=sci_arttext