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Ser pai de uma criança ou jovem com autismo representa ter necessidades insatisfeitas que podem ter implicações tanto no nível pessoal como no familiar. A partir dessa conclusão, os pesquisadores Mário Henriques Marques e Maria dos Anjos Rodrigues Dixe sugerem que devem ser providenciados recursos nas vertentes social, educativa e de saúde, para criar serviços que respondam às necessidades específicas dessas famílias.

Autores do estudo “Crianças e jovens autistas: impacto na dinâmica familiar e pessoal de seus pais”, que contou com a participação de 50 pais de crianças e jovens autistas de Portugal, os pesquisadores buscaram determinar as necessidades dos pais para relacioná-las ao estado emocional e satisfação com a vida desses pais, entre outros fatores. “Mais informações sobre os serviços (médicos e de segurança social) de que o filho possa vir a beneficiar-se foi a necessidade mais referida pelos pais”, destaca o estudo.

A pesquisa demonstrou ainda que os pais com mais necessidades apresentaram estados afetivos mais negativos e utilizaram mais estratégias de reenquadramento e aquisição de apoio social. “Em média, os pais reportaram um valor de bem-estar pessoal acima da mediana, contudo inferior ao apurado para a média da população portuguesa”, concluem.

Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-60832011000200005&lng=pt&nrm=iso