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Avaliar se as medidas judiciais e legais ocorridas nas três últimas décadas contribuíram para a qualificação da profissão de assistente social foi um dos objetivos da pesquisa “Espaço sócio-ocupacional do assistente social: seu arcabouço jurídico-político”. A autora, Leila Baumgratz Delgado, advogada, assistente social e professora universitária, também verificou se as medidas ampliaram as possibilidades de atuação do profissional de assistência social, a adequação da remuneração e as condições de trabalho.

Apesar dos avanços verificados, a pesquisa ressalta que a eficiência das leis têm sido limitada diante dos altos índices de desemprego e precariedade do trabalho. “Alia-se a isso o fato de que nas últimas décadas, com a expansão/privatização desenfreada do ensino superior e seu deliberado aligeiramento e simplificação, amplia-se ainda mais o exército de reserva de assistentes sociais e reduz-se o valor de nossa força de trabalho”, afirma a pesquisadora.

O estudo aponta que desde os anos 1990 o Serviço Social brasileiro vem se consolidando como uma profissão que efetivou um salto significativo em sua qualificação e elaboração teórica, além do fortalecimento de suas formas de representação nas esferas acadêmica e profissional, e da ampliação de sua presença política na sociedade. “A legitimidade, expressividade e expansão da profissão no curso das três últimas décadas também se manifestam no poder de organização e mobilização da categoria, na conquista de direitos e na ampliação dos espaços ocupacionais”, destaca. “Somos requisitados nas esferas pública e privada; na indústria, nos serviços, nas ONGs e entidades sem fins lucrativos”.

Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-66282013000100006&lng=pt&nrm=iso