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O crescimento da profissão de terapeuta ocupacional cresceu notavelmente na década de 2000, e a ampliação da participação desses profissionais pode ser vista no aumento da oferta de cursos de graduação, principalmente em instituições públicas, assim como pelo aumento do número de vagas em concursos públicos. Essas constatações, da mestre em Saúde Pública Claudia Reinoso Araújo de Carvalho, estão no estudo “A identidade profissional dos terapeutas ocupacionais: considerações a partir do conceito de estigma de Erving Goffman”.

Professora assistente do Curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a pesquisadora afirma ainda que, apesar de seu crescimento, o desconhecimento acerca da profissão aparenta ser um incômodo para os profissionais da área. “Em recente pesquisa junto aos terapeutas ocupacionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade do Rio de Janeiro, foi constatado que 24% dos profissionais entrevistados apontaram a falta de reconhecimento da profissão como o principal desafio em sua prática”, afirma, mencionando a dissertação de mestrado “A atuação dos terapeutas ocupacionais em unidades públicas de saúde da cidade do Rio de Janeiro”, de C. R. A. de Carvalho.

A pesquisa de Claudia Reinoso Araújo de Carvalho relaciona a noção de identidade profissional da Terapia Ocupacional com a obra” Estigma: notas sobre a manipulação da identidade deteriorada”, do sociólogo canadense Erving Goffman. Relacionando conceitos teóricos a situações cotidianas da profissão, a pesquisadora constata que as manipulações da identidade acontecem no âmbito profissional de forma muito similar ao descrito por Goffman em seu livro.

Claudia Reinoso Arújo de Carvalho afirma ainda que, tentando atingir a integralidade, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem criado novas oportunidades para diversas categorias profissionais na rede. “Este é o caso da Terapia Ocupacional, que possui características que favorecem sua inserção no atual sistema público de saúde no Brasil”, destaca. “A preocupação com a visão integral das pessoas e o reconhecimento da dimensão social da saúde sempre estiveram presentes para a profissão”.

Link para o estudo completo: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-12902012000200010&lng=pt&nrm=iso