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O papel do fonoaudiólogo é de importante contribuição para a tomada de decisão dos profissionais da área de saúde a respeito do uso de mamadeira por bebês egressos de unidades de terapia intensiva neonatal.

De acordo com os pesquisadoras Ediana Cristina Roquette, maria Cecília Marconi Pinheiro Lima, Marcelo Corrêa Alves e Antonio de Azevedo Barros Filho, o detalhamento e a análise das ações do fonoaudiólogo contribuem para essa tomada de decisão. “A efetividade das intervenções na alimentação com mamadeira depende não só da escolha dos utensílios empregados para o aleitamento, mas da avaliação oromotora subjetiva do lactente na mamada e em repouso”, ressaltam.

O estudo “Alimentação com mamadeira de egressos da unidade de terapia intensiva neonatal: ações da fonoaudiologia” contou com duas avaliações. Na primeira, todos os lactentes usavam recipientes de mamadeira e bicos selecionados pelas mães, e na segunda avaliação, a maior parte dos utensílios havia sido trocada pelos modelos orientados, mas o posicionamento corporal incorreto e os sinais de desconforto persistiam.

Após as orientações sobre modo de aleitamento serem retomadas, os pesquisadores observaram que a avaliação e as condutas fonoaudiológicas afetaram significativamente na decisão das mães pela troca dos utensílios, com posterior diminuição dos sinais de desconforto pelos lactentes.

Os pesquisadores ressaltam o risco de disfunções orais apresentado pelo uso de bicos artificiais, chupetas, mamadeiras e protetores de mamilo. “Posteriormente, o uso prolongado de mamadeira pode repercutir negativamente no desenvolvimento motor oral e ter associação importante com má oclusão dentária, respiração oral e alteração motora oral”.

Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-80342012000300015&lng=pt&nrm=iso