Discalculia: quando a matemática é um problema

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Crianças e adolescentes que não conseguem acompanhar as aulas de matemática podem ter discalculia, distúrbio que atinge entre 3% e 6% da população mundial. A discalculia é causada pelo menor número de neurônios, ou neurônios que não realizam sinapse (junção entre si) adequadamente, no hemisfério esquerdo do córtex cerebral, que engloba as áreas responsáveis pelo raciocínio matemático e pelas noções de tempo e espaço.

O tratamento da discalculia possibilita o desenvolvimento da capacidade matemática, e pode envolver ainda alternativas que potencializem o conhecimento do discalcúlico, como é chamado o portador do distúrbio. Somente em casos muito graves de lesões no cérebro a capacidade matemática é totalmente perdida.

A discalculia não deve ser confundida com dificuldades de adaptação a determinados sistemas de ensino. Casos em que a criança ou o adolescente apresentam melhor desempenho em matemática após a troca de um professor também não são caracterizados como discalculia, assim como as dificuldades resultantes de problemas de visão ou audição.

Com diagnóstico complexo, que exige uma equipe multidisciplinar composta de neurologistas, psicólogos, pedagogos e neuropsicopedagogos, a discalculia apresenta alguns sinais característicos que podem ser observados por pais e professores:

– Até os 7 anos: crianças com discalculia têm dificuldades em distinguir quantidades. Exemplo: diante de dois copos com quantidades diferentes de água, ela não sabe identificar qual tem mais líquido.

– Entre 7 e 10 anos: têm dificuldades em decorar a ordem dos algarismos, e também com as operações básicas: soma, subtração, divisão e multiplicação. A percepção de tempo também pode ser alterada. Exemplos: quando um professor dita um número extenso, têm dificuldades em escrevê-lo em numerais, e confundem o ontem com o amanhã, e vice-versa.

– A partir dos 10 anos: a essa altura, algumas crianças com discalculia terão desenvolvido estratégias compensatórias para driblar suas dificuldades com os números. Os problemas na escola voltam a surgir, no entanto, quando o conteúdo torna-se mais complexo e passa a exigir maior abstração, para utilização de fórmulas e resolução de equações, por exemplo.

– Adultos: costumam apresentar dificuldades para realizar operações cotidianas, como conferir trocos, anotar números de telefones ou preencher cheques.

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