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Ao contrário do que muita gente pensa, o sucesso de uma adoção de cão pode estar mais relacionada às experiências anteriores do adotante com animais de estimação do que com as características físicas e comportamentais do cão adotado.

Essa é uma das conclusões da pesquisadora Lígia Issbemer Panachão, autora da dissertação de mestrado “Acompanhamento de adoções de cães realizadas em centros de zoonoses do Estado de São Paulo”, defendida na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnica da Universidade de São Paulo (USP).

Com o objetivo de analisar a relação entre as características dos cães residentes em centros de controle de zoonoses à espera de adoção e o tempo de permanência destes cães nos centros, a pesquisadora observou 165 cães.

A seleção foi feita aleatoriamente em centros de zoonoses dos municípios de São Paulo, capital, e Guarulhos, no Estado de São Paulo. As características físicas e comportamentais destes cães, utilizada por Lígia Issbemer Panachão na análise, forma determinadas pela observação direta dos animais, pela consulta de prontuários e por meio de testes comportamentais e questionários respondidos por funcionários dos centros.

Analisando os resultados da pesquisa, Lígia Issbemer Panachão concluiu que o tempo de permanência dos animais nos centros não está relacionado às características levantadas de cada animal. “Esse resultado indica que tanto o score total do questionário (dado que identifica as características dos animais analisados) como o tempo de permanência nos centros de controle de zoonoses podem estar relacionados a outros fatores, como a experiência prévia das pessoas que adotam”, afirma a pesquisadora.

Fonte: Universidade de São Paulo.