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Questões socioculturais, receio de colocar em risco a própria segurança e o alto valor atribuído a automóveis superam a preocupação com o meio ambiente. Essa é uma das conclusões do estudo “Educação ambiental para promoção da saúde com trânsito solidário”.

A pesquisa foi realizada por Sandra Costa de Oliveira em seu mestrado na Faculdade de Saúde Pública da USP, com o objetivo de identificar os motivos que levam ou não as pessoas a participarem de Programa de Carona Solidária na cidade de São Paulo-SP.

Sandra Costa de Oliveira também pretendia verificar os conhecimentos, opiniões e percepções dos participantes da pesquisa sobre as relações entre a saúde e o meio ambiente, e em particular sobre o uso do automóvel e a poluição ambiental. Verificar em que medida essas percepções influenciam a decisão em participar de programas como o Carona Solidária também era uma das metas da pesquisadora.

Após entrevistar profissionais das áreas de saúde e meio ambiente, e aplicar questionários em funcionários de um hospital, Sandra Costa de Oliveira observou que todos os participantes da pesquisa demonstraram ter preocupação com a qualidade do meio ambiente, pensando nas futuras gerações.

A baixa adesão a programas como o Carona Solidária é explicada pela pesquisadora como resultado do medo de violência – os entrevistados afirmaram sentirem-se inseguros em compartilhar automóveis com desconhecidos. “Na opinião dos entrevistados, a implementação da Carona Solidária será mais efetiva se for realizada em empresas, escolas, universidades ou outras instituições onde as pessoas já se conhecem”, destaca Sandra Costa de Oliveira.

Outro fator apontado pela pesquisadora é a dificuldade dos entrevistados para estabelecer relação entre saúde e meio ambiente, mesmo quando reconhecem o valor da iniciativa de se compartilhar caronas.

Para provocar mudanças destas atitudes e nos valores socioculturais, Sandra Costa de Oliveira defende a educação como o melhor caminho. “Possuir um carro constitui-se ainda em um valor para uma parcela considerável da população entrevistada”, conclui.

Fonte: Universidade de São Paulo.