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Julho 2013

Educação estocástica: pesquisadora propõe formação diferenciada para professores

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O estudo de combinatória, probabilidade e estatística de forma interligada são o foco da estocástica, parte do currículo de matemática. “Esse termo refere-se à interface entre os conceitos combinatório, probabilístico e estatístico, os quais possibilitam o desenvolvimento de formas particulares de pensamento, envolvendo fenômenos aleatórios, interpretação de amostras e elaboração de inferências”, descreve a pesquisadora Celi Espasadin Lopes, autora do estudo “A educação estocástica na infância”.

A partir de estudos científicos nacionais e internacionais, a autora ressalta que o trabalho com os estudantes ao longo da escola básica deve permitir-lhes a percepção e a elaboração de modelos, regularidades, padrões e variações dentro dos dados.

O estudo destaca ainda a necessidade de um investimento na formação inicial e contínua de professores que ensinam matemática e para a urgência de produção de materiais que possam subsidiar o trabalho docente. “A formação de educadores matemáticos que irão ensinar estocástica requer experiências diferentes daquelas que preparam o professor para ensinar matemática, tais como análise de dados reais, lidando com desordem e variabilidade dos dados; compreensão da importância de verificar as condições para determinar se os pressupostos são razoáveis, ao resolver um problema estatístico; e familiarização com o software estatístico e com aqueles que simulem experimentos aleatórios”, conclui a pesquisadora.

Conheça o estudo completo no site: http://capes-metalibplus.hosted.exlibrisgroup.com/primo_library/libweb/action/display.do?tabs=viewOnlineTab&ct=display&fn=search&doc=TN_doaj639dde555a11f43851de41c14866fc1b&indx=1&recIds=TN_doaj639dde555a11f43851de41c14866fc1b&recIdxs=0&elementId=&renderMode=poppedOut&displayMode=full&dscnt=0&frbrVersion=&frbg=&scp.scps=primo_central_multiple_fe&tab=default_tab&dstmp=1375145813587&srt=rank&gathStatTab=true&mode=Basic&dum=true&vl(freeText0)=estoc%C3%A1stica&vid=CAPES

A superdotação ao longo da vida: adultos adaptados e não-adaptados

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Quais os processos psicológicos, pedagógicos e sociais que acontecem na vida de uma pessoa superdotada ao longo de sua vida? O estudo “Altas Habilidades/Superdotação: abordagem ao longo da vida” analisa aspectos do desenvolvimento humano e da personalidade na infância, adolescência e vida adulta, dentro da denominada abordagem life-span (ao longo da vida).

Os autores, Juan José Mosquera, Claus Dieter Stobäus e Soraia Napoleão Freitas chamam atenção para a ideia de que existem dois tipos de adultos superdotados: os adaptados e os não-adaptados.” Esta diferenciação cria a grande expectativa de que é necessário educar estas pessoas desde crianças, para que possam ter um melhor encaminhamento em suas vidas desde cedo”, ressaltam.

De acordo com o estudo, durante a vida adulta pessoas intelectualmente superdotadas também dispõem de capacidades, potencialidades e recursos que facilitam sua adaptação ao meio. “Porém, devemos levar em conta a importância das relações com o entorno, no qual as pessoas se desenvolvem, favorecendo (ou não) o seu desenvolvimento global”.

Os pesquisadores destacam a importância da educação para que, no futuro, pessoas com altas habilidades/superdotação sejam mais aceitas, entendidas e com maiores possibilidades de estímulo aos seus talentos. “Acreditamos que podemos encontrar pessoas com Altas

Habilidades/Superdotação motivadas para sua realização e desenvolvimento cognitivo, afetivo e social”, concluem.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.wordpress.com

Conheça o estudo completo no site: http://cascavel.ufsm.br/revistas/ojs-2.2.2/index.php/educacaoespecial/article/view/5371/pdf

Equoterapia melhora controle cervical em criança com paralisia cerebral, destaca estudo de caso

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O tratamento fisioterápico baseado no trote de cavalos – a equoterapia – aplicado a uma criança de dois anos com paralisia cerebral demonstrou grande eficiência no ganho do controle cervical e de tronco. A conclusão é resultado do estudo de caso “Influência da equoterapia no controle cervical e de tronco em uma criança com paralisia cerebral”, dos pesquisadores Alessandra Gregório e Eddy Krueger.

A equoterapia é um método fisioterápico que se baseia na utilização do trote do cavalo como meio de tratamento em pacientes com sequelas sensoriais e motoras decorrentes de distúrbios neurológicos. “A socialização com o fisioterapeuta e o condutor auxilia no aspecto de inclusão social”, ressaltam os pesquisadores.

Com diagnóstico médico de tetraparesia espástica, a criança estudada foi avaliada antes e após o término das sessões de equoterapia, utilizando a escala de Gross Motor Function Measure (GMFM). A equoterapia foi desenvolvida durante dez sessões de trinta minutos, utilizando montarias distintas. A criança frequenta a escola para alunos especiais APAE, e durante o tratamento com a equoterapia não recebeu intervenção de outras terapias, como fisioterapia convencional.

A avaliação considerou 88 itens, divididos em cinco dimensões: A, deitar e rolar; B, sentar; C, engatinhar e ajoelhar; D, em pé; e E, correndo e pulando. As duas primeiras dimensões foram utilizadas no estudo, e as análises demonstraram o aumento de 19,5% e 7,7% para as dimensões A e B da escala GMFM, respectivamente. “No aspecto psicológico e social o responsável relata que a criança, após a equoterapia, está interagindo com as pessoas, além de ter aumentado o tempo de concentração desenvolvendo de forma eficiente a realização de atividades como acariciar os cabelos e tentar segurar a mamadeira”, destaca o estudo.

Conheça o trabalho completo no site: http://www.uniandrade.br/revistauniandrade/index.php/revistauniandrade/article/view/64/47

 

Ecolalia: quando o autista apenas repete palavras, frases ou perguntas

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Ecolalia é a repetição de palavras, frases ou perguntas que muitos autistas apresentam. O ato de repetição pode ocorrer porque a criança quer apenas ouvir sua própria vez, como os bebês fazem ao balbuciar. Pode significar, também que a criança com autismo não entendeu o significado do que foi dito a ela.

A ecolalia é vista por especialistas como um bom sinal. Para incrementar a linguagem da criança, é recomendado que as atividades sejam acompanhadas de comentários. No caso de jogos, por exemplo, é possível dizer o que será feito em seguida ou descrever o que está sendo feito.

É importante saber qual o comentário que a criança já conhece. Todos os comentários devem ser claros e objetivos, e nunca deve-se usar sarcasmo ou ironia. O tom de voz deve ser alegre e expressivo, dando ênfase às palavras principais da frase. Usar frases curtas e simples, dando instruções objetivas, também facilitam a compreensão. Dizer “Tire a roupa e entre no chuveiro” é muito mais eficiente do que “Você brincou bastante hoje e está suado; precisa tomar banho para ficar limpo e cheiroso antes de dormir”. Gestos simples e até linguagem de sinais também podem reforçar a compreensão do que está sendo dito à criança.

Pode-se ainda desenvolver brincadeiras que sejam acompanhadas de frases repetidas a cada ação, como “Preparar, apontar, já!”. Após várias repetições da mesma frase, pode-se ainda não falar a última palavra, para verificar se a criança está acompanhando e se ela mesma lembra-se de dizer a palavra. Músicas curtas e repetitivas também são úteis quando se pretende incrementar a fala da criança autista.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.wordpress.com

Baseado em informações da instituição Desafiando el Autismo.

Identificação formal: mudanças de comportamento e atitudes em mulheres adultas superdotadas

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Mulheres adultas, entre 47 e 50 anos, identificadas como superdotadas, mas que ainda relutam para reconhecerem-se como portadoras de altas habilidades. Decididas a descobrir o porquê dessa dificuldade, as pesquisadoras Susana Graciela Pérez Barrera Pérez e Soraia Napoleão Freitas resgataram a história de vida dessas mulheres. O objetivo era descobrir também algumas das razões que fazem com que mulheres com altas habilidades sejam identificadas em menor número do que homens.

Ao longo dos três anos em que acompanharam estas mulheres, as pesquisadoras perceberam uma aceitação progressiva da identidade de superdotada, após a identificação formal da condição.

Já foi observado que mulheres com altas habilidades/superdotação tendem a esconder essa característica de suas identidades, como forma de serem aceitas pelo grupo, e muitas vezes pelos próprios parceiros e familiares. Estudos também apontam que muitas mulheres canalizam suas altas habilidades em benefício de sua própria família. Assim, grande criatividade na resolução de problemas, atenção aos detalhes e capacidade de elaborar cardápios diferentes e bem-apresentados podem “denunciar” mulheres superdotadas aos mais atentos. Para muitos, entretanto, essas características não passariam de jogo de cintura e capricho no cuidar da casa, por exemplo. Atitudes socialmente aceitas e valorizadas, que não apresentam qualquer risco de exclusão ou discriminação.

A pesquisa “A mulher com altas habilidades/superdotação: à procura de uma identidade” observou que os discursos e atitudes das mulheres analisadas durante os três anos apresentaram mudanças positivas no decorrer do tempo. “Parte desse processo está alicerçado na troca com pares com Altas habilidades/Superdotação e na crescente discussão do tema”, ressaltam as pesquisadoras.

A identificação da superdotação, segundo as autoras, foi um fator decisivo na aceitação e reconhecimento das Altas habilidades por parte dessas mulheres. “Esse fato nos leva a defender que, além do atendimento educacional especializado para os estudantes com Altas habilidades/Superdotação, já previsto na legislação, deveríamos pensar ainda em estratégias específicas para o atendimento à mulher com Altas habilidades/Superdotação”.

A identificação formal da superdotação depende de vários fatores, e muitas vezes é motivada por questões formais, como a aceleração de séries escolares. Vale a pena refletir, entretanto, sobre sua contribuição para a construção e consolidação da identidade do superdotado, seja ele homem ou mulher. Uma vez pronta essa identidade, aumentam as chances de que o indivíduo busque seus pares, encontrando assim oportunidade de enriquecer não só seu próprio repertório de conhecimentos, mas também sobre ele próprio.

Texto escrito por Silvana Schultze, autora do blog http://www.meunomenai.wordpress.com

Conheça a pesquisa completa em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-65382012000400010&lng=pt&nrm=iso

Denunciando páginas do Facebook que ofendem seus filhos, parentes e amigos especiais

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Algumas páginas do Facebook têm publicado fotos de crianças, adolescentes e adultos especiais, com o objetivo de ridicularizá-los. Chateados, e com razão, muitos pais, familiares e amigos acabam por publicar comentários nestas páginas, repreendendo os autores e lembrando-os de que o que fazem está sujeito a punições pela lei brasileira. Infelizmente, é muito comum que estes comentários sirvam apenas para aumentar ainda mais o “orgulho” dos autores destas páginas, que sentem-se vaidosos com a repercussão atingida.

A melhor saída, nesses casos, é denunciar, não só fotos ou conteúdos específicos, mas a página inteira. É possível denunciar, anonimamente, a página inteira, ou mesmo grupos. Basta clicar no canto direito superior, no símbolo da engrenagem, ao lado de “notificações”. Não é preciso sentir-se diretamente atingido pela publicação para denunciar: é possível denunciar caso seja amigo ou conheça alguém prejudicado, ou mesmo se considera se o conteúdo é ofensivo.

O Facebook analisa caso a caso, e é possível que devido ao grande número de denúncias, não tenha tempo para analisar profundamente cada página ou conteúdo denunciado. Além disso, alguns autores mal-intencionados tomam o cuidado de não usar linguagem claramente ofensiva, preferindo a malícia e o sarcasmo, o que nem sempre é detectado numa análise superficial. Pode acontecer, portanto, que a resposta a sua denúncia seja de que não foi encontrado conteúdo ofensivo. Nessas situações, vale a pena insistir e descrever exatamente de que forma o conteúdo é ofensivo.

Lembre-se: ao se deparar com uma página dessas, não perca tempo deixando comentários de crítica. É exatamente isso o que os autores querem. Denuncie, imediatamente, e convide seus amigos e conhecidos a fazerem o mesmo. Quanto mais gente denunciar, mais rapidamente a página deixará a rede.

Projeto Jovem Doutor Bauru: capacitação em saúde auditiva e iniciação científica

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Consolidação de uma rede de aprendizagem colaborativa, que pode ser aplicada a favor da atenção primária à saúde auditiva é um dos resultados do Projeto Jovem Doutor Bauru, voltado à capacitação de alunos do ensino médio sobre o tema saúde auditiva. “Estima-se, no Brasil, que 24,5 milhões de pessoas, ou 14,5% da população total, apresentaram algum tipo de incapacidade ou deficiência”, destacam os autores do estudo “Projeto jovem doutor bauru: capacitação de estudantes do ensino médio em saúde auditiva”. “Destas, 5,7 milhões, ou 16,7% possuem deficiência auditiva, o que a classifica como a terceira maior deficiência no país, seguida da deficiência motora (22,9%) e visual (48,1%)”, ressaltam Wanderléia Quinhoeiro Blasca,  Mirela Machado Picolini, Andressa Sharllene da Carneiro da Silva, Karis de Campos, Ghiedree Fernanda Ramos Pinto, Alcione Ghedini Brasolotto, Katia de Freitas Alvarenga, Luciana Paula Maximino e Giédre Berretin-Felix.

Participaram do programa 14 estudantes do ensino médio de duas escolas da rede pública, em três etapas: atividade presencial, tutoração on line e atividade prática. Seguindo a proposta do Projeto Jovem Doutor, os alunos multiplicaram o conhecimento adquirido sobre saúde auditiva, através de uma feira expositiva, em suas respectivas escolas. “O Projeto Jovem Doutor possibilitou também a integração dos alunos participantes com a Universidade e da Universidade para com a comunidade, constituindo uma rede de aprendizagem colaborativa”, concluem os pesquisadores.

O projeto foi elaborado, entre outros fatores, com base na constatação de estudos apontando a deficiência auditiva como, dentre todas as deficiências humanas, uma das mais devastadoras em relação à comunicação do indivíduo para com a sociedade, uma vez que pode prejudicar o desenvolvimento escolar e, consequentemente, o profissional.

O projeto Jovem Doutor apresenta ainda aos jovens a oportunidade de iniciação científica, o exercício de cidadania, a inclusão digital e o aprendizado sobre temas relacionados à saúde. O estudo foi desenvolvido por meio de uma parceria entre o Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB/USP) e a Disciplina de Telemedicina do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (DTM/FMUSP), como parte da proposta do projeto contemplado pelo Edital Instituto do Milênio – CNPq – “Estação Digital Médica: estratégia de implementação e ampliação da Telemedicina no Brasil, desde o ano de 2005”.

Artigo escrito por Silvana Schultze, editora do blog http://www.meunomenai.wordpress.com

Conheça mais sobre o projeto no site: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-18462013005000035&lng=pt&nrm=iso

Turismo e religião: pesquisadora propõe novo conceito para incorporar dinâmicas de poder

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Compreender a gestão do turismo em contextos que articulam cultura, religião e desenvolvimento territorial foi o ponto de partida do estudo “Turismo em territórios de grande densidade religiosa”, da pesquisadora Siegrid Guillaumon. “Entende-se que o turismo, em muitos casos, pode ser planejado de forma desvinculada da presença das culturas locais. Esse fato, além de não ser notado, supostamente, ocorreria devido a uma lacuna teórica e conceitual a ser suprida”, afirma a autora.

Observando esta lacuna, a pesquisadora elaborou um novo conceito  – turismo em territórios de grande densidade religiosa – para enfatizar relações de poder e interesses de grupos de preservação da identidade cultural no processo de planejamento do turismo. O novo conceito, de acordo com a autora, busca responder de maneira satisfatória à diversidade de religiões presentes e em interação nos territórios. “No caso do conceito de turismo religioso, o fato de implicar a necessária ligação entre a motivação para o deslocamento e o valor de sacralidade no território visitado, limita seu potencial explicativo”.

O estudo ressalta ainda que o conceito de turismo cultural é desconfortável porque, a partir da perspectiva de uma totalidade territorial, não existe a possibilidade do turismo não promover contato entre culturas. “O conceito de ‘turismo em territórios de grande densidade religiosa’ incorpora o reconhecimento das dinâmicas de poder presentes nos territórios como elementos que interferem na forma como se planeja o turismo”, descreve Siegrid Guillaumon.

Para conhecer o estudo completo, visite o site: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-92302012000400007&lng=pt&nrm=iso

Diversificando a alimentação de autistas: passos para aumentar a tolerância a novos sabores e texturas

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A alimentação de crianças e adolescentes autistas pode ser uma dificuldade para muitos pais, mas a adoção de algumas estratégias pode diminuir a resistência a novos sabores e texturas. Uma sequência de passos que consideram a tolerância, a interação da criança ou adolescente com a comida e seus sentidos de tato e olfato, podem ajudar com que o autista experimente o alimento, e, finalmente, o adote como parte de suas preferências e hábitos alimentares.

Na etapa de tolerância, a sugestão é que inicialmente o novo alimento seja colocado no mesmo ambiente que a criança ou adolescente. Em seguida, na mesma mesa em que ele se alimenta, porém do lado oposto de onde ele está sentado. Os próximos passos são colocar o alimento na metade do cominho da mesma mesa, depois a uma pequena distância e por fim no mesmo espaço em que ele come. Assim como nas outras etapas, a passagem de uma fase para outra depende de cada criança, e os pais ou cuidadores decidirão o momento de avançar após avaliar a reação e aceitação a cada passo.

Na etapa de interação, a criança ou adolescente deve assistir à preparação do alimento e colocá-lo na mesa. Em seguida, irá esvaziar o recipiente do alimento, despejando-o dentro de outro recipiente. Essa ação será feita primeiramente fora do espaço próprio de alimentação, e em seguida, no próprio espaço. Por fim, o alimento será despejado do recipiente dentro do próprio prato da criança ou adolescente.

Na etapa de estimulação ao olfato, a criança ou adolescente deverá sentir o cheiro do alimento dentro da casa. Em seguida, ao redor da mesa em que se alimenta, e então no espaço próprio de alimentação. Por fim, ele deve ser incentivado a pegar um pedaço do alimento para cheirá-lo diretamente.

Na próxima etapa, do tato, a criança ou adolescente deve ser estimulada a mexer no alimento com a ponta de um dedo. Depois, com as pontas de todos os dedos, e então com toda a mão. Em seguida, a sugestão é que a criança ou adolescente toque o alimento com os próprios braços e ombros; depois, com a parte superior da cabeça; em seguida, com as bochechas, e por fim, com a parte inferior do nariz.

Finalmente chega-se ao momento de experimentar o alimento, e inicialmente deve-se orientar a criança ou adolescente a encostar o alimento em seus lábios ou colocá-lo entre os dentes. Em seguida, a lambê-lo. Depois, a morder um pedaço, cuspindo imediatamente. Na próxima fase, deverá morder alguns pedaços, mantendo-os na boca alguns segundos antes de cuspí-los. Em seguida, deverá morder e mastigar por alguns segundos, antes de cuspir. Então, será a hora de mastigar e engolir alguns pedaços, cuspindo os demais. Logo será a vez de mastigar e engolir todo o alimento com a ajuda de água, para finalmente mastigar e engolir de forma independente.

Com paciência e perseverança, ao final dessa sequência a criança ou adolescente poderá ter aprendido a comer com tranquilidade e satisfação um novo alimento.

Escrito por Silvana Schultze, editora do blog http://www.meunomenai.wordpress.com

Fonte: Desafiando al autismo.

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