Estrutura escolar afeta saúde de professores, conclui estudo

Imagem

O cotidiano escolar no Brasil pode ser insuportável para a maioria dos profissionais da educação. A conclusão é do historiador Danilo Alexandre Ferreira de Camargo, autor da dissertação de mestrado “O abolicionismo escolar: reflexões a partir do adoecimento e da deserção dos professores”, defendida na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP).

Durante quatro anos, Danilo Alexandre Ferreira de Camargo analisou mais de 60 trabalhos acadêmicos a respeito do adoecimento de professores, e concluiu que não existem diferenças significativas entre os conceitos apresentadas nas pesquisas sobre o tema.

O pesquisador ressalva que sua intenção não é questionar os trabalhos desenvolvidos, e sim a escola como instituição. Aplicando o conceito de governamentalidade desenvolvido pelo filósofo francês Michel Foucault, Danilo Alexandre Ferreira de Camargo defende que o adoecimento dos professores e sua posterior deserção profissional são resultados das condutas internas da instituição escolar.

Essa realidade, acredita o historiador, torna natural o processo de burocratização da infância, que por sua vez resulta em cidadãos facilmente comandados politicamente. Assim, conclui Danilo Alexandre Ferreira de Camargo, os problemas da realidade escolar devem ser encarados como uma questão política, e não apenas como desvios morais de alunos e professores.

A questão central da dissertação, segundo o autor, não é propor uma nova plataforma educacional, e sim provocar reflexões sobre a incapacidade da sociedade contemporânea de imaginar um modelo educacional substituto. “Nossa sociedade percebe o ensino escolarizado como algo absolutamente natural e indispensável, apesar do mesmo existir da forma que conhecemos hoje somente a partir do século XIX”, destaca.

Fonte: Universidade de São Paulo

42 thoughts on “Estrutura escolar afeta saúde de professores, conclui estudo”

  1. Sou uma das vítimas. Desde 2007 não sei o que é ter saúde emocional de verdade, por isso minha produção, minha energia, a minha memória não são mais as mesmas. Infelizmente! Hoje estou em desvio de função, mas não suporto mais gritaria, um tom mais alto da fala de alguém, ver crianças uniformizadas, estar na escola com alunos e muitas pessoas não entendem isto, por isso eu e as pessoas q passam pela mesma situação estamos ficando mais desestimuladas, devido o preconceito e a falta de compreensão por parte daqueles que ainda não sofreram com isso. É muito doloroso saber que não conseguimos mais ser os bons profissionais q já fomos, temos q esperar pela aposentadoria, adoecendo cada dia mais e ouvir de colegas de trabalho falas preconceituosas. Além de estarmos doente, ainda sofremos bulling. Fica aqui uma parte de meu sofrimento como profissional e indignação e estou a disposição para contribuir com qualquer trabalho científico.

    1. Faço minhas cada palavra do colega acima! Fico realmente triste por ter plena consciência de que nunca mais serei a mesma professora dedicada que era há alguns anos atrás, quando gostava do meu trabalho e antes de ficar doente por causa dele!!

    2. Eu tb estou passando por isso, estou afastada com depressão e ansiedade e fico tonta com o barulho e gritaria da escola, além de outras coisas que passamos dentro da sala de aula… não sei como ficará minha vida a partir de agora, mas o fato é que a estrutura escolar prejudica os professores sim! Sem falar em ter que ir para três ou quatro escolas para completar a carga horária, ter vinte e tantas turmas, dificuldade de deslocamento… tudo para sugar nossa energia e equilíbrio emocional.

    3. Concordo com suas palavras Mariluci, tambem sou uma vitima da estrutura de nossas escolas. Estou em tratamento da Sindrome de panico e sem nenhuma vontade de voltar às minhas atividades na sala de aula.

    4. Eu, Maria Mendes de Jesus: estou afastada partir de setembro de 2014, estou sofrendo bastante com o meu estado emocional atual. Estou vivendo sobre medicamentos depressivos e tenho receio de sair sozinha.

  2. Estou afastado com síndome de ansiedade, não posso ficar em lugares cheios de gente e barulhntos, nada parecido com uma escola no Brasil, né?

  3. Quando entrei na Prefeitura passei meses ficando doente todas as quartas feira. 2 dias era o meu limite, no terceiro vinham as dores de cabeça e as febres. Hoje, 3 anos depois, procuro outro trabalho. Pretendo sair não só da prefeitura, mas da educação formal como um todo. Essa escola, com os alunos sentados um atras do outro, morreu faz tempo. Só falta enterrar.

    1. Além de salários ínfimos contamos com ambientes depressivos,que não contribuem em nada para a realização e desempenho do nosso trabalho.É lamentável não contarmos com profissionais como assistentes sociais e psicólogos para atendimento dos docentes…Temos muitas vezes desempenhar essas funções.Essa é a Educação no Brasil

  4. Sou professora municipal e me encontro no mesmo estágio de saúde relatados pelos professores acima. Para agravar possuo a hiperidrose, que é o excesso de suor nas mãos e nos pés constantemente e inclusive me impedindo de realizar tarefas simples, me trazendo grande incômod, pois a molhadeira nas mãos ,pés, e partes é muito forte. Não suporto mais nem chegar perto da escola uma verdadeira tortura para mim. O coração acelera, suor, taquicardia, pressão alta, hipertireoidismo etc. Estou readaptada, e por este motivo tenho sido muito discriminada, humilhada, aponto de me chamarem para dar banho nas crianças do EDI. ( Obs. trabalho em CIEP), isso levando em conta que sou afastada por hérnia de disco e artrose na coluna, enfim o verdadeiro assédio moral. A outra matrícula depois de muito sofrimento consegui aposentar, pagando o tal fator previdenciário, somou o tempo de trabalho com a idade totalizando 85, não sei de que cabeça saiu esse cálculo, ou seja trabalhei 33 anos e 52 de idade. Um absurdo!. Nessa matrícula ativa ainda estou readaptada, mas não aguento mais ficar na escola. Estou pensando em abandonar 26 anos de trabalho. No momento estou de licença. Mas o trabalho está me fazendo muito mau. Como fiquei na CRE por 3 anos, e por conta da saída da sala de aula, só poderei aposentar aos 30 de trabalho, fato este que ninguém também te esclarece nada e até porque não deixei de ser professora e os tais serviços eram realizados por professores, não havia concursados. Só que na época ninguém falava isso e nem minha função foi alterada, ou seja não deixei de ser professora. Desculpas amigas, mais estou de saco cheio! Já relatei o fato na perícia, que dizem não poder sair pela hiperidrose, mesmo que já sei que essa doença é incapacitante. Enfim, esse é o estado quase que geral dos professores no país, “Abandonados”.
    A disposição para falarmos desse assunto.

    1. Depois de 25 anos de magistério e sem poder aposentar por causa da idade, ao longo da minha trajetória adquirindo várias doenças psicossomáticas, como a fibromiagia, a urticária nervosa e agora pra fechar o quadro, estou com síndrome do pânico e depressão… Não aguento nenhum tipo de barulho e não suporto ter que passar perto da minha escola. Fico muito triste com isso porque sempre fui apaixonada pela educação, quando comecei a dar aulas aos 18 anos de idade, eu era uma pessoa alegre e cheia de ideais, hoje me encontro angústiada e não tenho mais sonhos em relação a educação… Vejo e sinto que esse sistema cruel massacra e adoece os seu profissionais….

  5. Parece que me vejo num espelho ao ler os relatos desses profissionais da educação. Me encontro readaptada por síndrome da ansiedade, cujos sintomas são terrivelmente incômodos. Mas as pessoas não entendem isso, acham que é uma desculpa para ficar “encostada” na secretaria da escola. Em condições normais de trabalho, preferiria estar numa sala de aula. A perda do direito a uma aposentadoria especial aos 25 anos de magistério é absurda. Em sã consciência e bem de saúde, quem iria preferir ter que trabalhar mais 5 anos para se aposentar, já que continuamos trabalhando em um local que só nos traz prejuízos?
    Quanto a questão da aposentadoria dos professores readaptados aos 30 anos de serviço, li que em São Paulo os professores conseguiram reverter esta situação. Acho que seria o caso de todos os profissionais que se encontram na mesma procurarem seus direitos. (Pesquisar sobre readaptação dos profissionais da educação)
    Saúde e paz a todos.

    1. Vânia, fico triste em dizer que muitos e muitos professores identificaram-se com a pesquisa, como você. O mais triste é saber que a própria sociedade não reconhece os males que os professores enfrentam, como você bem mencionou.
      Desejo melhoras em sua saúde!
      Abraços e obrigada pela visita
      Silvana

  6. Pelo que li meu destino não será diferente… Estou na prefeitura há um ano , fui concursada para trabalhar em comunidades … os primeiros seis meses fiquei em uma comunidade dominada pelo tráfico , onde as crianças apresentavam comportamentos muito diferentes * , passei a ter pesadelos, dificuldades para dormir, e quando o dia era muito estressante devido aos constantes tiroteios e a sala de aula , infelizmente, passei a dormir com auxílio de remédios… Consegui sair da tal comunidade, mas fui para em outra, onde sou agredida verbalmente e ameaçada por alunos e pais de alunos, sofro bulling por ser gordinha,… ou seja, troquei os tiroteios por ameaças verbais, que eu temo muito por se tornarem físicas…
    Por mais dieta e exercícios que eu faça, não consigo emagrecer e voltar a meu corpo normal, meu cabelo cai assustadoramente, algumas vezes eu tremo e choro no caminho para a escola…não consigo produzir nada em casa…adquiri um problema respiratório e agora por último um de pele…
    Na minha opinião há uma série de fatores que contribuem para o desrespeito aos professores, o sistema, os programas sociais que contribuem para a falta de atitude de se arrumar um emprego por parte dos pais, as leis que garantem aos menores fazerem o que bem quiserem , a falta de opções de ações parar as secretarias das escolas….

    1. Luciana, a repercussão deste estudo demonstra o quanto o assunto é grave. Fico triste em saber que uma profissão tão bonita quanto o magistério tem causado tanta dor – inclusive física – e sofrimento em quem a pratica.
      Desejo-lhe toda a paz do mundo, e melhoras em sua saúde.
      Abraços e obrigada por sua visita!
      Silvana

  7. Silvana

    Sou professora MSc em Geografia e pretendo no doutorado, defender tese sobre as políticas publicas e suas implicações no cotidiano escolar e seus reflexos. Gostaria de trocar informações com vc e enviar um artigo que vou publicar tendo o tema como foco.

    Peço permissão para citar a entrada e as declarações dos professores.
    att,

    Profª Jacirema

    1. Olá Profa, obrigada por sua visita. Creio apenas que não sou a pessoa mais indicada para trocar informações sobre sua futura tese. O autor da pesquisa que eu menciono no post fez o mestrado na Faculdade de Educação da USP, e inclusive o trabalho dele está disponível na íntegra no banco de dissertações e teses da universidade. Acredito que conversar com ele seria mais útil. Sugiro tentar localizá-lo pela plataforma de currículos lattes do CNPq.
      Abraços e sucesso em seu trabalho!
      Silvana

  8. Sou professora e tb estou doente. Tive depressão e síndrome de pânico depois que um aluno do EM tentou agredir-me. Fiz tratamento um ano e retornei ao trabalho. A violência e a resistência ao professor aumentou. Os alunos te afrontam, te pirraçam, fazem ameaças e INSUPORTÁVEL TRABALHAR EM UMA ESCOLA. A escola se tornou o pior lugar pra se trabalhar.
    Há bons alunos, mas junto com eles há os traficantes que levam a maconha, o crack, o ox( pó da cocaína que coloca debaixo da unha) e fica cheirando durante a aula. Há maus elementos, os que foram encaminhados pela Corregedoria da Infância em guarda assistida a escola nem comunicada é. Tem gente perigosa dentro da escola e nada podemos fazer. Por quê???? sáo menores, são vítimas da sociedade, são apenas alunos e nós somos idiotas que são humilhados todos os dias e somos apenas professores.
    Hoje estou doente de novo, estou no 1 ano de estágio probatório e tirei dois atestados e fui avisada que não posso tirar muitos atestados que tenho que aguentar. Estou com síndrome de ansiedade que pode desencadear sindrome de pânico de novo, que faço,

    1. Olá, eu estou em estágio probatório e peguei 1 licença já, sem contar as faltas médicas, estou no 2º ano, já tenho 4 anos na educação, já passei por duas escolas nas quais trabalhei muito bem, infelizmente me efetivei numa que fui obrigada a pegar as piores turmas por ser “novata”, todos os dias rezo para que ninguém me faça nada, muitas vezes proponho atividades bacanas (pelo menos eu acho) como brincadeiras, jogos teatrais, para eles se divertirem, mas no final… ninguém quer participar. É uma desilusão.

  9. Mais uma para compartilhar dessa experiência de sofrimento emocional. Hoje, eu só consigo me relacionar com meu marido e minha mãe. Não quero contato com ninguém, não tem forças, energia para conversar, dificuldade para compreender a realidade, etc… Memória, já foi… Sono, é uma raridade, só com doses fortes de remédio… E já faço de tudo, ando, faço hidroginástica, cuido da alimentação….mas, nem isso está dando jeito. É uma pena que não temos políticas públicas que valorizem esse profissional.

  10. Há 11 anos leciono em escola pública. Porém, venho a cada dia ficando sem estímulo e sem vontade de ir para a escola. Tanto descaso com a educação! Me sinto desvalorizada e não tenho mais vontade de dar aulas. Já estou tentando mudar de área e tenho fé que vou conseguir! Não quero ficar doente como muitos colegas de trabalho já estão. Quero qualidade de vida!!!

  11. Concordo em parte com Danilo, mas se os estudantes não tiverem interesse em realizar suas obrigações, desejando apenas curtir as maravilhas do mundo ou infernizar a vida dos profissionais de educação, pouco importa os métodos que os governantes possam usar em prol deles. Em vão será a implantação de mais políticas públicas. Hoje em sua maioria os estudantes até seus 20 anos, segundo pesquisa (Walnice Reis) só tem desejos sexuais, drogamentais , curtiramentais, violentamentais e infernalizantais. Assim eles se divertem enchendo a paciência dos educadores, de seus pais e afins,que não têm mais condições de educá-los, em face das leis errôneas e ao caráter duvidoso da maioria deles, dos genitores e afins.
    Felizmente sou uma pessoa de muita fé e quando vem essas tribulações coloco tudo nas mãos do Espírito Santo, clamo em nome de JESUS e DEUS vem me socorrer. Por isso, mesmo com todos os percalços, amo a minha profissão e meus alunos. Tanto é que vou ficar com a mesma turma no ano que vem. Busquem forças que vem do alto e verão a diferença em suas vidas.

  12. Eu sou professora e gosto da minha profissão . hoje realmente está difícil para se trabalhar, pois os alunos são outros e são de uma geração onde a evolução é tamanha, o mundo da tecnologia invadindo todos os setores e o professor precisa de se atualizar através de cursos, procurando formas diversas para trabalhar com o alunado, que também é carente,, sofrendo com a falta de uma família estruturada, sociedade mais justa e preocupada tmb com essa situação.

    Nós professores temos o papel de orientar e indicar os caminhos,

    ser consciente, não vender seu voto a pessoas descompromissadas com o crescimento e mudança desta terrível realidade que estamos vivendo.
    Os governantes tem a sua grande parcela de culpa.Quando chega um determinado equipamento na escola, como os computadores e vão instalar já estão até fora de uso.
    E assim é para o professor fazer milagres.
    Um abraço e fé em deus.

  13. Eu também estou afastada por ansiedade generalizada e solicitei readaptação, penso que nunca mais serei professora com eu era a 20 anos, quando comecei a lecionar. Não me vejo mais como professora, sou outra pessoa que não consegue sair de casa sozinha, ir aos passeios apenas com amigos mais íntimos ou parente e família.

  14. Concordo plenamente com todos e estes fatos são conhecidos já de muito tempo, a desvalorização da educação, principalmente dos professores é uma vergonha neste país. No entanto, não podemos esquecer do outro lado que também sofre com isso, os alunos, tudo é uma engrenagem que se inicia com a corrupção em nosso país, resultando em má administração nas secretarias, desvalorização dos professores e ensino de má qualidade. Mas, não termina apenas nisso, pois, acreditem, a quantidade de alunos que estão com problemas de saúde, físicos e principalmente psicológicos por consequência da má assistência pedagógica é muito grande. e pasmem, alunos de famílias bem estruturadas, que vão sempre a escola, acompanham seus filhos nos estudos. Tudo isto por incompetência de nossa estrutura escolar, descasos constantes… Por isso, meus amigos, vocês não estão sozinhos neste barco, estas crianças estão sendo violentadas dia a dia, que cidadãos estamos formando, crianças infelizes, adultos depressivos… Portanto, não podemos olhar somente para nós, digo isso porque sou educadora, tenho o dever de alertar que o problema é bem mais complexo do que podemos imaginar.

  15. Isso é mesmo uma realidade cada vez mais desestimulante para nós professores. Tenho apenas 25 anos, e a 4 anos sou professora. Porém já foi o suficiente para eu adoecer, precisar ser medicada e desenvolver uma ansiedade generalizada, que por mais que se controle ela sempre volta e afeta de forma geral nossa vida profissional, social… não sei onde isso vai parar, esse desrespeito aos profissionais que lutam pela educação e essas autoridades que a cada dia desvalorizam nosso trabalho e nossos esforços.

  16. Já passei por assedio moral fui julgada por passar por mentirosa em ter síndrome do pânico por médicos da prefeitura que trabalho e ainda disseram que se não estava bem com minha profissão que pedisse exoneração. E além disso trabalhar em duas prefeituras uma te dar afastamento e outra não passando por cima de atestado médico tive que suportar. Mas como dizem Deus não nada mais que você não possa aguentar. Sofri, cai e me levantei, a terapia me auxiliou muito, saber lidar com o diferente; não tem como controlar o incontrolável: cada educando é um ser único com suas características culturais, mas a base de tudo é o respeito mútuo sem respeito não há diálogo e nem provocar mudanças que é a função da educação. Existem alunos autodidatas que muitas vezes precisamos avaliar o que realmente é desafiador para não desestimular. Vou continuar na profissão sabendo que não é algo fácil e que a saúde vem em primeiro lugar…..horário de trabalho e na escola em casa é vida pessoal nada de ficar trazendo trabalho. Algo que precisa ser discutido a nível federal mais tempo em horário de trabalho para nossas pesquisas e planejamento com salário digno para que não precisemos ficar dobrando turno e não sobrando tempo para vida social e lazer necessários a saúde. Temos conta a pagar trabalhamos por amor mas precisamos do dinheiro para nos manter. Outra coisa é que não temos FGTS e está difícil para comprar uma casa pois os valores estão altíssimos e precisamos juntar dinheiro para dar a entrada ….já estou entrando em outra questão que é a habitação……..deixa isso para depois…….meninas força, fé e pensem na educação como algo científico busquem autorias pesquisas para qualificar nosso dia a dia e façamos dela nossa bíblia para nos proteger diante de tantas atrocidades….sei bem que não temos regalias….se ficarmos doentes ninguém quer saber e somos julgadas de fracas e isso não é verdade pelo contrário somos fortes de mais!!!! Abraços freirianos

  17. O que será da Educação? Tomei uma decisão. Este será meu último ano dando aulas! Tenho apenas 4 anos de sala de aula, mas foi o suficiente para abandonar a profissão. As professoras mais velhas de carreira estão só esperando para aposentar. As mais novas de carreira já não estão aguentando. Até que ponto o governo vai esperar chegar para fazer uma reforma GERAL na educação? Enquanto não melhorarem a condições para trabalharmos, não volto. Não posso e não devo ser conivente. Progressão continuada, inclusão, salário baixo, estrutura física das escolas arcaicas. Não dá. Adeus! De domingo já fico com um mau humor terrível só de pensar que tenho que enfrentar uma classe com muitos alunos completamente problemáticos psicologicamente, que não sabe o que é respeito, autoridade. Não sou psicóloga, nem médica, nem babá, nem guarda ou policial. Mas parece que é isso minha função. Não tenho estrutura pra isso e não foi pra isso que me formei.

  18. A situação acima é assustadora, mas é a realidade. Leiam sobre SÍNDROME DE BURNOUT…É muito presente entre os profissionais da educação. Trabalhei 20 anos (rede estadual e municipal). Desencantada com a situação: desrespeito desvalorização e desvaloração…Resolvi fazer direito. Hoje já pedi exoneração das duas matrículas. Alívio total…Advogando…Sucesso a todos vocês e muita saúde!

  19. A saúde dos docentes tem sido alvo de muitas pesquisas no Brasil. Temos professores adoecidos por um trabalho que os assedia, constrange, não os valoriza, e em que faltam perspectivas de crescimento. Sou psicóloga e aluna de Doutorado no Ceará e minha pesquisa será sobre a Síndrome de Burnout, que é uma doença ocupacional, ou seja, uma doença causada pelo trabalho. Impressionante ler os relatos dos docentes aqui! Pura constatação do que vemos na literatura da área. Desejo saúde e renovação a todos!!

    1. Allana, todos nós desejamos e ansiamos pelo dia em que a profissão de professor terá um tratamento digno no Brasil. Parabéns pela escolha de seu tema, de grande relevância para a classe. Não deixe de apresentar sua tese, para que os avanços nessa área sejam compartilhados com os interessados.
      Obrigada pela visita e volte sempre.
      Silvana Schultze
      editora do blog

  20. TAMBÉM ESTOU PASSANDO POR ISSO, SÍNDROME DO PÂNICO, ANSIEDADE, DEPRESSÃO, E AINDA TEM DIRETORES, PROFESSORES, ACHANDO QUE NÃO É VERDADE, E AINDA PARA COMPLICAR SOU PSS, A 10 ANOS EM SALA DE AULA…E SEM RECONHECIMENTO E AJUDA, POIS PSS NÃO, TEM VALOR.

    1. Lia, é tudo muito triste, mas eu sinto que é mais duro ainda quando as pessoas dizem que “inventamos” doenças… Desejo sinceras melhoras e coragem para enfrentar a ignorância alheira.
      Obrigada pela visita e volte sempre,
      Silvana Schultze
      editora do blog

  21. Eu tb comecei a passar por isso em 2009,então eu exonerei dois cargo de Física na secretaria da educação do estado de São Paulo, hj sou criador de Tilápias no interior de Minas Gerais. Hoje já estou melhor de saúde e tenho uma vida bem simples de sitiante cuidando de peixes , tenho um galinheiro com muitas poedeiras e uma horta para cuidar…Achei que não valia a pena tentar educar e passar conhecimento para uns 5% de alunos, pois o restante não estavam nem aí ….

  22. Faço minhas as palavras de todos os professores que aqui opinaram sobre suas dores físicas e emocionais. Sou uma de vocês, depressiva, irritadiça, etc.etc.em final de carreira, tentando, ainda em sala de aula, depois de alguns afastamentos médicos manter-me de pé, aguardando uma aposentadoria, que cercada de tantos vieses, demora para chegar.Insisto: sou uma professora, mereço respeito.

  23. Só falta aparecer um depoimento de gente que nunca trabalhou em escola e que não entende de escola dizendo que é preciso ter paciência, esperança e outros bla bla blas!
    A educação no Brasil é e está um LIXO! ESSE PAIS É PODRE!
    Os pais raramente respeitam a formação dos professores. Muitos acham que nos formamos para destruir a vida de crianças enquanto a intenção é completamente contrária.
    A direção das escolas tende a ficar cada vez mais permissiva por conta de coerções, ameaças e etc…
    SOU A FAVOR DO EXERCITO NAS ESCOLAS!

    FICO INDIGNADO QUANDO AS PESSOAS FAZEM VISTA GROSSAS À QUANTIDADE DE PRESSÃO, MAUS TRATOS E DESRESPEITO QUE NÓS PROFESSORES SOMOS VITIMAS!

    CRIANÇAS NÃO SÃO, NECESSARIAMENTE, SERES BONS, INGÊNUOS E SINCEROS!

    INFELIZMENTE, DOU AULAS PARA PEQUENOS MONSTROS E, AINDA BEM, TAMBÉM PARA PEQUENOS ANJOS.

    BRASIL – A EDUCAÇÃO AQUI É UM LIXO!

  24. Após tomar conhecimento da conclusão deste Estudo cientifico- ” Estrutura escolar afeta saúde de professores”, não me sinto mais tão solitária por ter adoecido por conta do ambiente de trabalho. Há 3 anos mais ou menos comecei a sentir muitas dores no corpo todo, procurei vários ortopedistas mas não conseguia melhorar. Acordava muito cançada e já não conseguia chegar na escola em que trabalhava no horário estabelecido pela mesma.E orientada por uma colega de trabalho, fui procurar um reumatologista; e após a consulta a médica me disse eu tinha fibromialgia resultante de stress prolongado grave etc. Iniciei o tratamento com medicação e terapia. Bem como sou apaixonada pela minha profissão ( professora), não queria me afastar da escola por tempo prolongado, mas segundo minha médica era preciso se afastar pois a medicação não estava respondendo como o esperado. Então foi ai que tudo começou a piorar: os colegas de trabalho tinham atitude preconceituosa, e até comecei a sofrer bulling-( dificultando a entrega dos meus documentos para a perícia médica etc. ). Foi então, que piorei ainda mais e fui afastada . Não era o que eu queria, mas segundo meu psiquiatra eu fiquei com trauma da escola. Fiquei muito triste por não poder mais trabalhar, sou um profissional da educação consciente e capacitada dentro da minha área. Espero que continuem com o ESTUDO e conte comigo. Att. Tania

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s