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E como desenvolvimento infantil é um tema que sempre me interessa…  Desenvolvimento da fala é algo que merece muito minha atenção, e acredito que muita gente tem, no mínimo, curiosidade em saber o que acontece em uma sessão de fonoaudiologia, por exemplo.

Eu já participei de algumas sessões, não como paciente, mas acompanhando o paciente, no caso, meu filho. Normalmente os profissionais não gostam que a criança entre acompanhada, mas em alguns momentos isso foi necessário e eles “toleraram”, deixando bem claro que eram exceções.

Praticamente depois de todas as sessões, entretanto, eu tive minhas próprias micro-sessões particulares. Nelas, as profissionais (por acaso todos profissionais que atenderam meu filho eram mulheres, mas tenho certeza que existem homens na profissão, também) falavam como tinha sido a sessão, o que eu tinha que fazer em casa e, em alguns casos, me davam puxões de orelhas por não fazer os exercícios nos outros dias.

Sim, o tratamento fonoaudiológico continua em casa. Aliás, a grande maioria dele é feita em casa. As sessões servem basicamente para familiarizar o paciente com o exercício e acompanhar os progressos – resultado dos exercícios martelados em casa – além de observar as principais dificuldades.

E continuar em casa é o grande desafio, eu diria. É muito difícil vencer a manha do filho e conseguir que ele faça, com regularidade e aplicação, os exercícios em casa. E é mais difícil ainda vencer a sua própria acomodação com a situação, que na maioria das vezes é inconsciente.

Não é que você não quer que seu filho aprenda a falar direito. Mas é que você já aprendeu a entendê-lo, como se fosse um outro idioma, e já não sente mais aquele estranhamento. Eu mesma tenho que me forçar a lembrar que a maioria das pessoas ainda não entende tudo o que meu filho fala. E olha que no caso dele ainda tem muitas coisas que só o irmão mesmo para entender – o fiel, leal e querido tradutor simultâneo.