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Junho 2013

Interesse de alunos do Ensino Fundamental por matemática aumenta após oficinas

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Alunos do Ensino Fundamental que participaram de oficinas dos jogos Kenken e Feche a Caixa mostraram-se mais interessados nas aulas de matemática e afirmaram que passaram a gostar mais da disciplina. Esse resultado foi observado pela psicóloga Talita Lima Queiroga, e descrito em seu trabalho “Jogos de raciocínio lógico-matemático em alunos da Escola Fundamental II”. A pesquisa foi realizada durante pós-graduação no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo.

Com o objetivo de estudar o raciocínio lógico-matemático em alunos de ensino fundamental, a psicóloga analisou os aspectos lógico-matemáticos dos jogos e observou como esse tipo de raciocínio se manifestava nos alunos, enquanto resolviam os desafios propostos. Além de verificar o desempenho dos alunos, a psicóloga analisou com os alunos lidam com os erros e acertos e argumentam suas respostas.

Criado em 2004 no Japão, o jogo Kenken é similar ao Sudoku: deve ser completado com números sem que eles se repitam em uma linha ou coluna. O tracejado mais escuro forma um bloco, onde a primeira casa contém um número e um sinal, representando, respectivamente, o resultado que deve ser obtido e a operação matemática que deve ser utilizada para chegar a tal resultado.

O Feche a Caixa, além de incluir raciocínio lógico e operações aritméticas, envolve também a sorte, pois as jogadas dependem de resultados de dados. O jogo tradicional é composto por nove caixas (ou casas) com números visíveis. O jogador lança dois dados e os resultados obtidos devem ser somados. Em seguida, abaixa-se a caixa, ou as caixas, correspondentes ao valor da soma dos dados. As caixas abaixadas permanecem assim até o fim da partida. Quando o total de pontos não permitir fechar mais nenhuma casa, o jogador somará os valores que continuam expostos e, quem atingir primeiro os 45 pontos, perde.

No Kenken, os alunos erraram pouco: em apenas 11,6% dos jogos entregues à pesquisadora apresentavam algum tipo de erro. O mesmo resultado foi observado quando os jogos foram passados como tarefa de casa. Entretanto, apenas 15,5% das jogadas foram resolvidas sem a necessidade de jogadas excedentes.

A porcentagem de erro no Feche a Caixa foi maior: 22%. “É interessante observar que, embora o Feche a Caixa exigisse operações matemáticas consideradas pelos alunos como mais simples, os erros de cálculo foram mais frequentes nesse jogo do que no Kenken”, destaca a psicóloga.

A pesquisadora realizou ainda torneios, e apesar de observar que a competição aumentou a motivação, concluiu que a ansiedade também foi maior, tornando os alunos mais suscetíveis a erros. “O errar faz parte da vida e, muitas vezes, pode resultar em uma aprendizagem”, afirma.

Talita Lima Queiroga destaca ainda que durante as oficinas ocorreu o chamado Ciclo Virtuoso, que segundo o professor da USP Lino de Macedo, orientador da pesquisa, consiste em jogar para aprender matemática. “Jogar para aprender matemática, aprender matemática para jogar melhor, jogar melhor para competir, competir para se aperfeiçoar, aperfeiçoar-se para tornar-se mais desenvolvido no jogo do conhecimento, no jogo da escola”, conclui a psicóloga.

Fonte: Universidade de São Paulo

Baixa auto-estima de adultos superdotados

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Segundo a psicóloga Carmen Sanz Chacón, especialista em superdotação, grande número de adultos com altas habilidades, também chamados de superdotadas, são caracterizados por introversão, baixa auto-estima, problemas de ansiedade, fobia social e dificuldades de relacionamento social.

Carmen Sanz Chacón acredita que a maioria destes problemas é resultado da falta de adaptação destas pessoas durante a infância, que levam a um isolamento maior do que o normal durante a adolescência.

Essas dificuldades, unidas à sensação de que são diferentes  – não só por sentirem-se diferentes, mas também porque sabem que as outras pessoas os enxergam de modo diferente – desperta nos superdotados um Complexo de “Patinho Feio”, resumido no pensamento: “Sou diferente, tenho menos valor que os outros”.

Assim, não querer chamar a atenção, o que faz inclusive que muitos adolescentes desistam de estudar para não destacarem em relação aos colegas de classe, torna-se uma estratégia dos superdotados para que se integrem melhor. A psicóloga chama ainda a atenção para o fato de que a estratégia de se fazer despercebido é especialmente utilizada por meninas superdotadas.

O isolamento, outra estratégia apontada por Carmen Sanz Chacón como de uso frequente dos adolescentes superdotados, faz com que essas pessoas percam as ricas experiências que marcam os relacionamentos sociais da adolescência. São essas experiências, ressalta a psicóloga, que nos ensinam a conhecer nossas limitações, a fazer novos amigos e consolidar amizades e a escolher as pessoas com quem nos sentimos melhor.

A perda dos momentos que marcam as primeiras relações amorosas – tanto os momentos bons quanto os maus, todos essenciais para nosso amadurecimento – também é uma das consequências do isolamento voluntário de adolescentes superdotados.

A psicóloga alerta que, ao chegar à vida adulta, a pessoa superdotada que recorreu a essas estratégias durante a adolescência não tem as habilidades sociais básicas para enfrentar o mercado de trabalho, constituir família e manter relacionamentos satisfatórios com amigos e familiares. Com isso, os sentimentos de baixa auto-estima, fracasso pessoal e desmotivação são potencializados.

Aos adultos superdotados que apresentam esse quadro, Carmen Sanz Chacón sugere que investiguem a origem destes sentimentos em busca do melhor tratamento, que geralmente envolvem o treino de habilidades sociais específicas e programas de melhora da auto-estima. Quanto antes essas medidas forem tomadas, ressalta a psicóloga, mais rapidamente as condutas e sentimentos serão regularizados, aumentando o bem-estar da pessoa.

Fonte: http://www.elmundodelsuperdotado.com/

Pesquisa da USP analisa decisão de mulheres por cirurgia bariátrica

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“O processo de tomada de decisão de mulheres obesas pela cirurgia bariátrica: uma abordagem compreensiva” é o título da pesquisa desenvolvida por Deíse Moura de Oliveira na Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP).

Partindo do pressuposto de que as mulheres que optam pela cirurgia enxergam os riscos envolvidos no procedimento como menos importantes do que as dificuldades enfrentadas em seu convívio com a obesidade, a pesquisadora conversou com 12 mulheres candidatas à cirurgia, em Juiz de ora, Minas Gerais.

Durante três meses, Deíse Moura de Oliveira conduziu entrevistas com as mulheres, baseadas em três questões: “O que fez você se decidir pela cirurgia bariátrica?”; “Como está sendo para você se decidir pela cirurgia bariátrica?” e “O que você espera para a sua vida ao decidir-se pela cirurgia bariátrica?”.

Analisando os depoimentos, a pesquisadora concluiu que o processo de tomada de decisão pela cirurgia das mulheres fundamentou-se em cinco fatore: a inadequação de seus hábitos alimentares, na incompatibilidade de suas aparências físicas com os padrões da sociedade contemporânea, no preconceito vivenciado, nas limitações impostas pela obesidade e no insucesso de inúmeras tentativas anteriores de emagrecimento.

A pesquisadora observa ainda que, para essas mulheres, a cirurgia representa uma oportunidade de resgatar suas vidas, inserindo-se no mercado de trabalho e sentindo-se inclusas socialmente.

Fonte: Universidade de São Paulo.

Estrutura escolar afeta saúde de professores, conclui estudo

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O cotidiano escolar no Brasil pode ser insuportável para a maioria dos profissionais da educação. A conclusão é do historiador Danilo Alexandre Ferreira de Camargo, autor da dissertação de mestrado “O abolicionismo escolar: reflexões a partir do adoecimento e da deserção dos professores”, defendida na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP).

Durante quatro anos, Danilo Alexandre Ferreira de Camargo analisou mais de 60 trabalhos acadêmicos a respeito do adoecimento de professores, e concluiu que não existem diferenças significativas entre os conceitos apresentadas nas pesquisas sobre o tema.

O pesquisador ressalva que sua intenção não é questionar os trabalhos desenvolvidos, e sim a escola como instituição. Aplicando o conceito de governamentalidade desenvolvido pelo filósofo francês Michel Foucault, Danilo Alexandre Ferreira de Camargo defende que o adoecimento dos professores e sua posterior deserção profissional são resultados das condutas internas da instituição escolar.

Essa realidade, acredita o historiador, torna natural o processo de burocratização da infância, que por sua vez resulta em cidadãos facilmente comandados politicamente. Assim, conclui Danilo Alexandre Ferreira de Camargo, os problemas da realidade escolar devem ser encarados como uma questão política, e não apenas como desvios morais de alunos e professores.

A questão central da dissertação, segundo o autor, não é propor uma nova plataforma educacional, e sim provocar reflexões sobre a incapacidade da sociedade contemporânea de imaginar um modelo educacional substituto. “Nossa sociedade percebe o ensino escolarizado como algo absolutamente natural e indispensável, apesar do mesmo existir da forma que conhecemos hoje somente a partir do século XIX”, destaca.

Fonte: Universidade de São Paulo

Dentes de leite de crianças com autismo são usados em pesquisa com células-tronco

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A bióloga Patrícia Beltrão Braga realiza, desde 2009, a reprogramação celular da polpa de dentes de leite de crianças com autismo, transformando-as em células-tronco que são diferenciadas em neurônios. O processo permite a identificação de diferenças biológicas nos neurônios com autismo, além do estudo de seu funcionamento e o teste de medicamentos.

O projeto, chamado de A Fada do Dente, é desenvolvido pela bióloga e sua equipe da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnica da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com Alysson Muotri, professor da Universidade da Califórnia. A técnica utilizada foi desenvolvida pelo médico japonês Shinya Yamanaka, vencedor do prêmio Nobel de Medicina em 2012.

A utilização de células da polpa de dentes de leite foi escolhida pela facilidade de obtenção do material. Os resultados obtidos até o momento na pesquisa, ainda em fase inicial, já são considerados um avanço em relação às descobertas sobre autismo dos últimos 20 anos.

Para participar do projeto Fada do Dente, os pais de crianças diagnosticadas com autismo devem entrar em contato com os responsáveis pelo projeto, pelo e-mail projetofadadodente@yahoo.com.br

Os pais cadastrados recebem um kit para colher o dente quando ele cair ou for retirado. O kit mantém as células do dente vivas, para que cheguem em condições viáveis para o estudo no laboratório.

Caso o dente caia quando o kit não estiver às mãos, os pais devem coloca-lo dentro de um copo com água filtrada e deixá-lo na geladeira, para que a polpa não seque e as células não morram. O dente nunca deve ser congelado, e precisa ser colhido com rapidez.

Fonte: Universidade de São Paulo

Eupaciente: site reúne pessoas com mesmas doenças para troca de experiências


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O site EuPaciente é uma rede social para pessoas compartilharem experiências a respeito de suas doenças. O serviço é gratuito e oferece a opção de cadastro como paciente (ou pessoa relacionada ao paciente) ou como interessado.

Feito o cadastro, é possível localizar pessoas com as mesmas doenças, e acompanhar diariamente o registro de sintomas, exames e outras informações importantes. Todas as informações são confidenciais.

Visite o site http://eupaciente.com.br/

Questionário para identificar alunos com altas habilidades

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Crianças e adolescentes com altas habilidades, também chamados de superdotados, nem sempre são facilmente percebidos em salas de aula. Existem diversas maneiras de uma alta habilidade se manisfestar, e não necessariamente por notas altas.

A advogada Claudia Hakim, especializada em Direito Educacional e criadora do blog http://www.maedecriancassuperdotadas.blogspot.com divulgou um questionário preliminar de triagem de superdotados, que poderá facilitar a identificação de alunos com altas habilidades. Confira abaixo.

Este é um questionário que poderá ajudar os professores a identificar os superdotados em sala de aula. 
 
QUESTIONÁRIO PRELIMINAR DE TRIAGEM DE SUPERDOTADOS
 
  CARACTERÍSTICAS GERAIS:
 
Nome do aluno:………………………………………………………………… 
Data de nascimento:………………………………………………………….. 
Pai:………………………………………………………………………………….. 
 Mãe:………………………………………………………………………………… 
Endereço completo: …………………………………………………………. 
Telefone para contato: ………………………………………………………
Escola de origem:……………………………………………………………… 
Professor avaliador:………………………………………………………….. 
Série:………….. Turma:………………..
Grau……………………………… 
INSTRUÇÕES: Observe seu aluno, em várias situações, e assinale com “X”, apenas quando ele demonstrar a característica mencionada no item.
Características  
Presença do item
Aprende com rapidez e facilidade  
 
Gosta de idéias novas
 
Tem vocabulário extenso para sua idade  
 
Diz coisa com muita graça e humor  
 
É bom desenhista  
 
Preocupa-se com o sentimento dos outros
 
Gosta de adivinhações e problemas  
 
Sempre pergunta: – Por quê? 
 
Adora imitar e apelidar os outros
 
Tem boa memória
 
Diz as verdades sem inibições
 
Quer sempre aprofundar-se nos assuntos
 
É bastante original em suas perguntas e respostas 
 
Tem facilidade para mostrar o que sente 
 
Tem sempre uma idéia diferente e aproveitável 
 
É sempre procurado pelos colegas 
 
Faz perguntas provocativas
 
Gosta de ler
 
Fala facilmente com os outros 
 
Defende suas idéias com pronta e lógica argumentação
 
Gosta de recitar, escrever poesias e estórias
 
Gosta de fazer coleções
 
Tem ótimo senso crítico 
 
Aceita e propõe desafios
 
Gosta de representar papéis 
 
É difícil ser enganado pelos outros 
 
Como aluno é às vezes, perturbador 
 
Participa de tudo que o rodeia
 
É um dos mais admirados na sala; 
 
Revolta-se com controle excessivo 
 
Prefere atividades às rotineiras 
 
Gosta de atividades intelectuais 
 
Tem habilidades artísticas
 
Aborrece-se com programa rotineiro 
 
É persistente no que faz e gosta 
 
Tem sempre idéias e soluções
 

Surpresas da hora do parto

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Quando estava grávida, ficava emocionada quando algumas pessoas, mesmo desconhecidas, e geralmente mais velhas, despediam-se de mim com a expressão: “Boa hora!”. Achava algo bonito de se dizer a uma grávida, afinal tudo que queremos é que o momento do parto seja algo especial, inesquecível, mesmo sabendo que vai, no mínimo, ser dolorido…

Com o avanço dos exames de pré-Natal, é como se a hora do parto fosse “estendida”, começando meses antes – por volta dos três meses, por exemplo, quando é feito o ultrassom morfológico, é como se fosse uma pequena antecipação, afinal naquele momento teremos uma indicação relativamente segura se o bebê apresenta ou não alguma malformação genética. Uma informação importante, que muitas mães preferem evitar saber, mas que não deixa de ser uma forma de se preparar caso exista, sim, alguma malformação.

A natureza humana, entretanto, é misteriosa, e insiste em, algumas vezes, revelar-se somente na Hora “H”, Assim, não é nada incomum que, no momento do parto, a mãe depare-se com alguma “surpresa”.

O que fazer diante dessa surpresa? Ser mãe, ora. Cada pessoa tem uma reação, e, principalmente, cada pessoa tem seu tempo. Tempo para aceitar, entender, agir. E, quando menos esperamos, o que parecia ser um problema enorme transformou-se numa simples característica, com a qual convivemos diariamente e que, na maioria das vezes, afeta mais as outras pessoas do que nós mesmos.

O que pensam as crianças dos livros infantis

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Interessada na produção cultural infantil resultante do contato de crianças com livros infantis, a pedagoga e mestre em Educação Débora Perillo Samori resolveu investigar o assunto em sua dissertação de mestrado, na Universidade de São Paulo. O resultado é a dissertação “Infância e literatura infantil: o que pensam, dizem e fazem as crianças a partir da leitura de histórias? A produção de culturas infantis no 1º ano do Ensino Fundamental”.

Acompanhando um grupo de crianças do primeiro ano do Ensino Fundamental em escola municipal de São Paulo, Débora Perillo Samori observou e registrou o cotidiano do grupo, além de realizar entrevistas coletivas com as crianças.

Ao analisar os dados, a pedagoga concluiu que as crianças relacionam a literatura diretamente com suas vidas, fazendo comparações entre histórias e até criando novas interpretações para as ilustrações dos livros. Também brincam com a linguagem, e tratam os livros como objetos culturais.

A pesquisadora concluiu ainda que a organização do espaço e da rotina para acesso aos livros infantis são feitas e controladas pelos adultos, o que pode limitar a livre iniciativa das crianças. Ainda assim, obseva Débora Perillo Samori, os livros passam a ser disputados pelas crianças, gerando situações de conflito e negociação. “As crianças criam estratégias de compartilhamento dos livros, vivem conflitos e criam seus próprios critérios de escolha, compreendendo melhor os papeis sociais vivenciados nestas situações”.

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