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Autismo: relatório aponta 27 tipos de terapias

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Uma revisão de mais de 29 mil estudos científicos identificou 27 tipos de terapias com evidência de benefícios para crianças, jovens e adultos com autismo. O resultado foi publicado no relatório “Práticas baseadas em evidências para crianças, jovens e adultos com transtornos do Espectro do Autismo”, elaborado pelo Centro Nacional de Desenvolvimento Profissional (PNCD) em Transtornos do Espectro do Autismo da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

Entre as terapias descritas, estão a Terapia Cognitiva Comportamental e a construção de histórias sociais. O novo relatório, que teve a edição anterior publicada em 2008, também aponta a força das novas tecnologias no suporte das terapias, sobretudo o uso de vídeos e de tablets.

Os pesquisadores destacam que a eficácia de terapias pode reduzir os custos familiares, e destacam a necessidade de mais estudos que vão além dos primeiros anos escolares. “Isso é particularmente importante para ajudar as pessoas a…

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A história de Ariel: autista, aos sete anos falou a primeira palavra; aos 13, a primeira frase. E aos 21, fala perfeitamente duas de suas vontades: comer pipoca e assistir “Comer, rezar, amar”

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Ariel tem 21 anos e é autista. Aos sete anos, falou pela primeira vez. Uma única palavra, mas que serviu para emocionar sua mãe, Ednah Lanah, que não se conformava com o prognóstico médico de que o filho jamais falaria. Ariel apresenta um quadro de extrema hiperatividade, e a mãe lembra que em função disso não conseguiu tratamento fonoaudiólogo em Ferraz de Vasconcelos, onde a família mora. Sem condições financeiras de custear um tratamento particular, Ednah arregaçou as mangas e iniciou sua própria terapia. Personalizada, e baseada na observação atenta e amorosa de cada reação do filho em seu dia-a-dia.

Tudo começou quando Ednah, ao perceber que Ariel ria quando as duas irmãs mais novas repetiam a frase preferida de um personagem de novela, passou a usar a mesma frase para referir-se a ele: “Eita Lelê!”. Repetiu, repetiu, até que um dia finalmente Ariel falou, ou como se lembra Ednah…

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Estereotipias: indicações verbais podem precisar de intervenções alternativas

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De acordo com a pesquisadora Bridget Taylor, muitas crianças com autismo apresentam comportamentos repetitivos sem uma finalidade aparente e sem conseqüências sociais determinadas. Estas condutas, explica a pesquisadora, denominam-se comumente de estereotipias ou condutas com reforço automático, e se mantém porque a conduta em si mesma implica em um reforço positivo para a criança. Assim, por exemplo, uma criança pode girar as rodas de um caminhão porque o efeito visual que o giro produz é visualmente atrativo para ele. Exemplos comuns das estereotipias incluem o abanar de mãos, girar, repetir canções e frases de filmes, mastigar objetos não comestíveis, levantar e tocar objetos ou realizar sons vocais. As estereotipias são muito difíceis de se tratar devido á sua persistência e à tendência de ocorrerem sem supervisão de um adulto. No entanto, existem técnicas que podem ser úteis.

Duas dessas técnicas foram apontadas no estudo “Avaliação e tratamento de estereotipias encobertas”…

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A inteligência de crianças com autismo

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A inteligência de crianças com autismo é subestimada? Essa é a pergunta que muitos pais e professores se fazem, e também foi feita pelas pesquisadoras Anne-Marie Nader, Valérie Courchesne, Michelle Dawson e Isabelle Soulières. Para tentar respondê-la, elas escreveram o artigo “O WISC-IV subestima a inteligência de crianças autistas?” (tradução livre do original em inglês Does the WISC-IV underestimate the intelligence of autistic children?).
WISC-IV é a sigla para Escala Wechsler de Inteligência para Crianças, e IV refere-se à ultima versão do teste, desenvolvida em 2003. As autoras acreditam que essa versão pode subestimar a inteligência de crianças autistas com transtornos de linguagem, e destacam que essas crianças alcançam pontuação maior quando são avaliadas pelo teste RPM, sigla para Matrizes Progressivas de Raven. Wechsler e Raven são sobrenomes dos pesquisadores que desenvolveram esses dois instrumentos usados para estimativa da inteligência de uma criança.
Os dois testes, apesar de enfoques bem diferentes, apresentam resultados parecidos quando aplicados em crianças chamadas típicas, sem transtornos. O site espanhol Desafiando el autismo publicou matéria sobre esse estudo, onde destaca que cada vez mais estudos desafiam a visão recorrente de que o autismo é incompatível com o desenvolvimento de uma verdadeira inteligência.
O questionamento dos resultados da aplicação de testes em crianças autistas é importante porque ressalta a necessidade de desenvolvimento de instrumentos de avaliação específicos para essas crianças. Caso contrário, corre-se o risco de reproduzir rótulos e estereótipos que muitos pais e mães sabem que não condizem com a realidade de seus filhos autistas.
Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com
Para conhecer a matéria original do site espanhol, acesse o link: http://desafiandoalautismo.org/el-wisc-iv-subestima-la-inteligencia-de-los-ninos-con-autismo/

Diferenças e semelhanças entre superdotação e Asperger

nullQuais as diferenças e semelhanças entre pessoas com altas habilidades/superdotação e com Síndrome de Asperger? Interessadas em conhecer o que já havia sido publicado sobre isso em periódicos científicos na área de educação, duas pesquisadoras consultaram artigos publicados entre 2000 e 2011.
Nara Joyce Wellausen Vieira e Karolina Waechter Simon observaram que as necessidades educacionais dos chamados superdotados e aluno com Asperger são diferentes. “A Educação Especial possui um público-alvo de alunos, que segundo a Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva (2008), se delimita na educação dos alunos com deficiências, transtornos global do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação”, explicam as autoras do estudo “Diferenças e semelhanças na dupla necessidade educacional especial: altas habilidades/superdotação x Síndrome de Asperger”.
As pesquisadoras descrevem outra temática da área das altas habilidades/ superdotação: a dupla necessidade especial, que ocorre quando os sujeitos possuem habilidades em determinada área e apresentam outra necessidade educacional. O número pequeno de publicações com essa temática chamou a atenção das autoras. “A visão tradicional de inteligência que se tinha no início do século passado impossibilitava o entendimento de que uma pessoa com Altas Habilidades/ Superdotação tivesse outra necessidade educacional especial associada”.
O estudo ressalta que essa visão fazia com que as deficiências fossem colocadas num extremo oposto à superdotação, o que só modificado com pesquisas de Joseph Renzulli, a partir de 2004, e de Gardner, a partir de 2000. A partir deles, foi possível perceber a existência da dupla necessidade educacional especial.
Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com
Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://cascavel.ufsm.br/revistas/ojs-2.2.2/index.php/educacaoespecial/article/view/5266/3823

Teoria da Mente e interação de bebês com pessoas ao seu redor

nullEm torno do final do primeiro ano de vida, as interações dos bebês com as pessoas ao seu redor mudam radicalmente. Antes disso, as interações são em essência marcadas por intercâmbios face-a-face. Por volta dos 9-12 meses de idade, os bebês começam a olhar na direção do gesto de olhar ou de apontar de um adulto, e também começam a mostrar objetos para as outras pessoas verem.
A explicação é dada pelas pesquisadoras Camila Soares de Abreu, Cláudia Cardoso-Martins e Poliana Gonçalves Babosa, autoras do estudo “A Relação entre a Atenção Compartilhada e a Teoria da Mente: Um Estudo Longitudinal”.
Interessadas em avaliar a relação entre a habilidade de a criança compartilhar sua atenção com a atenção de outras pessoas e o desenvolvimento posterior da teoria da mente, as autoras acompanharam 28 crianças. “Os resultados sugerem que, desde o final do primeiro ano de vida, as crianças interpretam o gesto de olhar/apontar das pessoas ao seu redor como ações intencionais.
O estudo questiona a hipótese de que a habilidade de crianças de seguir o gesto de olhar ou de apontar das outras pessoas é o resultado de uma aprendizagem condicionada. Durante a pesquisa, as autoras observaram que a maior parte dos comportamentos de iniciar a atenção compartilhada consistiu de respostas de alternar o olhar entre um brinquedo mecânico em movimento e o examinador, em um contexto em que este estava claramente engajado com a criança e o objeto de sua atenção. “Não é certo, portanto, que a criança estivesse tentando influenciar o estado atencional do examinador”, ressaltam as pesquisadoras.
A pesquisa também trouxe resultados inesperados, segundo elas. “Em oposição aos resultados encontrados para os comportamentos de responder à atenção compartilhada, não encontramos uma associação entre os comportamentos de iniciar atenção compartilhada e o desempenho nas tarefas de teoria da mente”.
Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com
Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-79722014000200409&lng=pt&nrm=iso

Estresse entre mães de pessoas com autismo

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Um estudo com 30 mães de pessoas com autismo mostrou que 70% delas apresentavam altos níveis de estresse. As mães, que tinham entre 30 e 56 anos de idade, quando consultadas sobre os comportamentos dos filhos com os quais se julgavam mais eficazes para lidar, apontaram os movimentos estereotipados dos filhos, o grande tempo gasto em uma atividade particular e a insistência para que as coisas sejam feitas de uma determinada maneira. “O estresse psicológico constitui-se em um processo no qual o indivíduo percebe e reage a situações consideradas por ele como desafiadoras, que excedem seus limites e ameaçam o seu bem-estar”, descrevem os pesquisadores Carlo Schmidt e Cleonice Bosa, autores do estudo “Estresse e auto-eficácia em mães de pessoas com autismo”.
A auto-eficácia é descrita no estudo como o julgamento do sujeito sobre sua habilidade para desempenhar com sucesso um padrão específico de comportamento. “A natureza crônica do autismo tende a acarretar dificuldades importantes no que tange à realização de tarefas comuns, próprias da fase de desenvolvimento dessas pessoas”, explicam os autores.
Carlo Schmidt e Cleonice Bosa ressaltam ainda que a compreensão da relação entre autismo e estresse familiar não pode ser baseada em relações lineares entre possíveis causas e efeitos. As explicações sobre como esses dois fatores estão relacionados, defendem os pesquisadores, devem levar em conta diversos outros fatores envolvidos no processo de adaptação da família a uma condição crônica, como o autismo.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog http://www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link:
http://seer.psicologia.ufrj.br/index.php/abp/article/view/88/101

Timidez e dependência do olhar

O olhar do outro sobre uma pessoa tímida pode produzir sofrimento, tais como embaraço e humilhação. O pesquisador Julio Verztman, autor do estudo “Embaraço, humilhação e transparência psíquica: o tímido e sua dependência do olhar”, discute em seu artigo os impasses experimentados pelo sujeito caracterizado como tímido na sua relação com o olhar.

O autor destaca que no projeto-piloto da pesquisa, que envolveu o atendimento a dois pacientes com o diagnóstico de fobia social, duas possibilidades de experiência da vergonha chamaram a atenção: a vergonha vivida como embaraço e a vergonha vivida como humilhação.

O paciente um, que sentia vergonha como embaraço, conseguia nomear alguns de seus medos diante da exposição ao olhar do outro, e também era capaz de evitar situações nas quais poderia sentir vergonha. “O motivo de sua vergonha lhe escapava inteiramente, e não percebia qualquer animosidade intencional no outro, mesmo que isto fosse constantemente temido”, ressalta o pesquisador. O paciente dois, que sentia vergonha como humilhação, ao contrário, era muito mais retraído e desconfiado. “Ele não conseguia sequer definir o que sentia e se precavia permanentemente da possibilidade palpável de sofrer humilhação intencional por parte do outro”, descreve Julio Verztman.

O autor aponta ainda que o tímido sente-se constantemente como um réu durante um julgamento, o julgamento do olhar do outro. Neste julgamento, qualquer gesto ou texto do tímido o coloca mais ainda em evidência. Citando outro pesquisador, J. F. Costa, autor do estudo “Os sobrenomes da vergonha: depressão e narcisismo”, Julio Verztman ressalta que as pessoas envergonhadas enfrentam um paradoxo: ao mesmo tempo em que querem ser reconhecidos como objeto de investimento de outra pessoa, temem não corresponder às expectativas que acreditam que essa outra pessoa tem sobre eles. Em síntese, o tímido nem quer ser visto nem quer deixar de ser visto.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog www.meunomenai.com

Para conhecer o estudo completo, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-14982014000300011&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

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