I Encontro de produção cultural & comunicacional

Você quer trabalhar com produção cultural e não sabe por onde começar? Não tem formação em comunicação mas precisa ou gostaria de desenvolver blogs, informativos, postagens de impacto, panfletos ou outros produtos comunicacionais? Venha conversar, gratuitamente, com duas profissionais da área. As irmãs Ana Maria Schultze, arte-educadora, e Silvana Schultze, jornalista, estarão no dia 27 de março, a partir das 18h30, batendo um papo com interessados, no Espaço Cultural da Cervejaria Zuraffa – ZECA, em Pinheiros, ao lado da estação de metrô Fradique Coutinho. A entrada no evento é gratuita e a consumação de qualquer produto da casa é opcional.

A Cervejaria Zuraffa fica na Rua Arthur de Azevedo, 1.902, Pinheiros – São Paulo – SP

Conheça as palestrantes

Aspectos práticos da produção comunicacional

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Silvana Schultze, mestre e doutora pela USP, jornalista pela UNESP. Escritora, é autora do livro de contos “Lua em libra” (Editora Patuá, 2018). Possui experiência como assessora de imprensa, editora, repórter e jornalista científica, sendo responsável por publicações de diversas naturezas, suportes e áreas.

Aspectos práticos da produção cultural

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Ana Maria Schultze, arte-educadora com larga experiência no ensino de arte, é especialista e mestre em Artes.

É produtora cultural na Augen Arte e Educação. Gosta de cozinhar e é barista. Produz especialmente eventos ligados a arte, fotografia, educação e gastronomia.

Em sua conversa, abordará principalmente questões práticas relativas à produção cultural.

Destinado a artistas, estudantes, educadores, gestores de entidades culturais e do terceiro setor, empresários interessados em apoiar projetos.

Local: Zeca – (Zuraffa Espaço de Cultura e Arte)

Sobre o Zeca (Zuraffa Espaço de Cultura e Arte)
É um espaço que surgiu da crença de que incentivar a cultura é fazer com que todos cresçam juntos. Criado para promover, incentivar e difundir atividades culturais no bairro de Pinheiros acolhe em suas salas, através de parcerias, projetos de música, literatura e fotografia. Num ambiente que respeita a diversidade em pouco mais de sete meses de atividades, o Zeca já abrigou exposições fotográficas, workshops, cursos, palestras, pocket shows, eventos gastronômicos, artesanais e literários. Funciona no andar superior da Cervejaria Zuraffa.
SERVIÇO
I Encontro de Produção cultural & comunicacional
27 de março de 2019, às 18h30
Onde: Zeca – Zuraffa Espaço de Cultura e Arte
Endereço: Rua Artur de Azevedo, 1.902 – Pinheiros – São Paulo
Estacionamento: Rua Antônio Bicudo, 78 (somente até às 22h)
Entrada gratuita

Música como terapia no envelhecimento

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Devido aos avanços no conhecimento médico, a população de adultos mais velhos que lutam com problemas de envelhecimento, como a doença de Alzheimer (DA) e, a doença de Parkinson (DP), está crescendo. Há uma necessidade de intervenções terapêuticas para fornecer estratégias adaptativas para sustentar a qualidade de vida, diminuir o comprometimento neurológico e manter ou retardar o declínio cognitivo e o funcionamento devido a doenças neurológicas degenerativas. Intervenções musicais com adultos com deficiências cognitivas receberam maior atenção nos últimos anos, como o valor da audição de música personalizada no projeto iPod para o AD; a música como uma ferramenta para diminuir a agitação e a ansiedade na demência; e música para auxiliar na memória episódica; Estimulação Auditiva Rítmica como reabilitação para a DP; e recentemente o potencial de estimulação cerebral sensorial de 40 Hz com AD e PD. Essas abordagens indicam o escopo e a eficácia em expansão da musicoterapia e os mecanismos potenciais envolvidos. Um artigo explica modelo de quatro níveis de mecanismos de resposta musical que pode ajudar a compreender as abordagens e tratamentos atuais de musicoterapia e ajudar a direcionar pesquisas futuras.

Texto escrito por Silvana Schultze para o blog http://www.meunomenai.wordpress.com

Permitida a reprodução desde que citada a fonte. Para conhecer o estudo original (em inglês), acesse https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30255022

Qualidade de vida de autistas

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O termo qualidade de vida expressa uma série de percepções, do próprio indivíduo ou de terceiros, como familiares, e no caso de autismo, auxilia na identificação de fatores importantes para a qualidade de vida do indivíduo com o transtorno e também para que a qualidade de vida relatada por este esteja em consonância com a qualidade de vida relatada por parentes.

Um estudo internacional com mais de 1.700 pessoas diagnosticadas com transtorno do espectro do autismo na infância observou que comorbidade psiquiátrica, dificuldade para dormir, incapacidade intelectual, comportamento desadaptativo, funcionamento adaptativo, sintomatologia do autismo, atividade diurna principal e residência são fatores que se associam-se à qualidade de vida.

(Leia mais sobre autismo no blog http://www.meunomenai.wordpress na categoria Autismo & Asperger: lá, você encontra textos como Trabalhando com crianças com autismo: saúde e educação)

Os pesquisadores ressaltam que a qualidade de vida reportada (por terceiros) é diferente da qualidade de vida reportada pelo próprio indivíduo e deve ser considerada como uma fonte de informação alternativa.  “A qualidade de vida pode ser melhorada quando os fatores associados a ela são melhorados”, observam. “Entretanto, grandes variações na qualidade de vida foram encontradas para a maioria dos fatores, sugerindo a necessidade de envolver os indivíduos com o transtorno e/ou suas famílias ao melhorar sua qualidade de vida”, conclui o estudo.

Texto escrito por Silvana Schultze para o blog http://www.meunomenai.wordpress.com

Permitida a reprodução desde que citada a fonte. Para conhecer o estudo original (em inglês), acesse https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30312897

Mídias sociais, uso de drogas e Saúde Pública: usos de natural language

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Com o rápido desenvolvimento de novas substâncias psicoativas e as mudanças no uso de drogas mais tradicionais, é cada vez mais difícil para os pesquisadores e os profissionais de saúde pública manterem-se atualizados com drogas emergentes e termos de drogas. Pesquisas de uso de substâncias e ferramentas de diagnóstico precisam ser capazes de perguntar sobre substâncias que utilizam os termos que os próprios usuários de drogas provavelmente estarão usando. As análises das mídias sociais podem oferecer novas maneiras para que os pesquisadores descubram e rastreiem mudanças em termos de drogas em tempo quase real. O estudo “Detecção de novos termos de medicamentos emergentes usando processamento de linguagem natural: um estudo de Corpus Social” descreve os resultados iniciais de uma colaboração inovadora entre epidemiologistas de uso de substâncias e cientistas linguísticos que empregam técnicas do campo do processamento de linguagem natural para examinar termos relacionados a drogas em uma amostra de tweets dos Estados Unidos.

O objetivo deste estudo foi avaliar a viabilidade de usar embutidos distribuídos de vetor de palavras treinados em dados de redes sociais para descobrir termos de drogas previamente desconhecidos (para pesquisadores). O método descrito no estudo produziu uma lista de 200 termos candidatos para a substância alvo (maconha). Destes 200 candidatos, 115 estavam determinados a referir-se, de fato, à maconha (65 termos para a própria substância, 50 termos relacionados à parafernália). Isso incluiu 30 termos que foram utilizados para se referir à substância alvo no corpus, ainda não apareceu na lista gerada por especialistas e, portanto, considerados casos bem-sucedidos de descoberta de terminologia de drogas novas. Vários destes termos parecem ter sido introduzidos tão recentemente como 1 ou 2 meses antes da faixa de tempo do corpus.

Os autores concluíram que embora a precisão do método descrito seja baixa o suficiente para ainda exigir revisão humana de qualquer lista de termos de candidatos gerados de tal maneira, o fato de que esse processo foi capaz de detectar 30 termos para a substância alvo com base apenas no valor de um mês dos dados do Twitter é altamente promissor.

Texto escrito por Silvana Schultze, para o blog http://www.meunomenai.wordpress.com

Permitida a reprodução desde que citada a fonte.

Mídias digitais sociais e aconselhamento genético: diretrizes

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Pacientes e prestadores de cuidados de saúde estão cada vez mais conectados através de redes sociais, o que traz novas oportunidades mas também muitos desafios. A conexão direta pode ocorrer entre pacientes e provedores usando ferramentas online, como Facebook e LinkedIn. Além disso, os provedores podem coletar informações sobre pacientes que usam um mecanismo de busca como o Google, conhecido como Google Gug in Googling (PTG).

Essas são algumas das conclusões do estudo “Have You Ever Googled a Patient or Been Friended by a Patient? Social MediaIntersects the Practice of Genetic Counseling” (Em tradução livre para o português: “Você já escolheu um paciente ou foi amigo de um paciente? A mídia social interage a prática do aconselhamento genético”), publicado em janeiro de 2018 em periódico científico internacional indexado na Base de Dados Pubmed.

Uma pesquisa on-line de 54 itens foi utilizada para obter informações sobre (1) como e em que medida os conselhos de orientação genética e conselheiros genéticos se conectam diretamente com os pacientes através de sites de redes sociais e (2) coletam informações sobre provedores que usam PTG. Quatrocentos estudantes de aconselhamento genético e conselheiros genéticos participaram da pesquisa. A maioria dos entrevistados (88,9%; n = 344/387) achou que nunca é ou raramente aceitável interagir com pacientes atuais através de sites de redes sociais. No entanto, 27,7% (n = 110/397) visitaram o site de mídia social de um paciente. A informação de reunião para o atendimento ao paciente foi o motivo mais comummente relatado (76,8%; n = 43/56). Trinta e três por cento (n = 130/394) consideraram pesquisar on-line ou pesquisados ​​em linha para obter informações sobre um paciente.

A curiosidade foi a razão mais comum (92,7%; n = 114/123); No entanto, os entrevistados também usaram a PTG para obter informações de contato e para se preparar para as sessões dos pacientes. O estudo aponta a necessidade de desenvolvimento e disseminação de diretrizes profissionais para servir como um recurso valioso para a prática de conselheiros genéticos e programas de treinamento de aconselhamento genético.

Texto escrito por Silvana Schultze, do blog Meunomenai. Permitida a citação desde que indicada a fonte.

 

Trabalhando com crianças com autismo: saúde e educação

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Existe uma necessidade crescente de incluir experiências interprofissionais na educação para a saúde de graduação. A simulação é uma metodologia venerada como capaz de facilitar as oportunidades de aprendizagem interprofissional em um ambiente seguro e estruturado. O artigo “Trabalhar com crianças com autismo: um tutorial interprofissional baseado em simulação para estudantes de patologia da fala e terapia ocupacional” apresenta projeto que teve como objetivo desenvolver, testar e avaliar um tutorial interprofissional de simulação utilizando recursos de DVD.

No total, 70 estudantes de patologia da fala e 76 estudantes de terapia ocupacional participaram de uma peça de papéis envolvendo imagens e documentação de DVD para facilitar o planejamento e análise de dados de avaliação para uma criança com autismo. Questionários pediram aos participantes que classificassem suas experiências percebidas em 13 itens usando uma escala Likert de 5 pontos, bem como três perguntas abertas. Os resultados revelaram reações positivas e sugeriram que os estudantes sentiam que os objetivos de aprendizagem foram cumpridos.

Muitos estudantes expressaram interesse em se engajar em mais experiências de aprendizagem interprofissionais. Tomados em conjunto com outros estudos semelhantes, as oficinas baseadas em simulação interprofissionais que usam imagens de DVD podem fornecer uma alternativa gerenciável às modalidades tradicionais de aprendizagem interprofissional, em particular ao incorporar clientes com deficiências complexas e de desenvolvimento.
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Pesquisa “Mulheres, literatura e processo saúde-doença”: resultados preliminares

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Até o final de novembro de 2017, seis escritoras participaram da pesquisa: duas dedicam-se à literatura como atividade profissional principal, duas como atividade profissional paralela, e duas como hobby. Todas são originárias da região Sudeste, , onde cinco vivem até hoje, e uma delas, vive na Europa.

A escrita de quatro delas foi afetada por um câncer, tendo duas delas especificado como câncer de mama. Destas, uma referiu-se ao câncer que acometeu um irmão, uma ao câncer que acometeu um amigo de infância. As duas restantes foram afetadas por um mielosarcoma e por depressão.

Os sentimentos emergentes das descrições das participantes da pesquisa são criatividade, determinação e bom humor, e foram referidos desfechos consequentes da doença, entre os quais a dedicação a um blog e a escrita de livros, além de atitudes como maior seletividade na utilização do tempo e relações de troca altruísta com pessoas ou entidades que se dedicam ao tratamento de doenças, como Doutores da Alegria.

Para participar da pesquisa, acesse o formulário por aqui. A participação é anônima. Este formulário é parte da pesquisa intitulada “Mulheres, literatura e processo saúde-doença”, e tem como objetivo investigar os percursos narrativos, processos criativos e impacto da doença entre escritoras brasileiras. Idealizada e desenvolvida por mim, a pesquisa pretende contribuir para os campos da Medicina Narrativa, da Literatura Contemporânea e da Saúde Pública, ao analisar os processos de reinvenção identitária e re-significação resultantes da escrita com temática relacionada a processos saúde-doença. Sou pesquisadora associada ao Centro Internacional de Estudos Atopos, da ECA-USP, e doutoranda na Faculdade de Saúde Pública da USP, além de membro do Grupo de Estudos GENAM, ligado à FFLCH-USP e à Faculdade de Medicina da USP. A participação na pesquisa é anônima e deverá resultar em artigos e apresentações em eventos, tais como o II Seminário de Comunicação e Saúde da Faculdade de Saúde Pública da USP, a ser realizado em março de 2018.
Quem pode participar: mulheres brasileiras que se dedicam à escrita, que tenham passado por episódio de doença, individualmente ou através de pessoa próxima, tendo este episódio se tornado objeto de sua escrita, direta ou indiretamente.

Silvana Schultze